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Fabiana de Luca: bar ao lado da Arena já fechou com Ambev, patrocinadora do evento |
Fabiana de Luca: bar ao lado da Arena já fechou com Ambev, patrocinadora do evento
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Negócios e restrições rondam a Arena

Parceiros oficiais da Fifa, que possuem exclusividade para explorar anúncios e produtos ligados à Copa, buscam parcerias com comerciantes

Negócios e restrições rondam a Arena Ampliar

Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 – faltam menos de cinco meses para o evento – parceiros comerciais da Fifa têm batido na porta de empresários curitibanos para buscar parcerias e aproveitar as oportunidades surgidas com as restrições de venda e publicidade impostas pela organização do torneio. Conforme a Lei Geral da Copa, apesar de os comércios no entorno dos estádios poderem abrir normalmente nos dias de jogos, não é possível fazer qualquer associação à Copa que não seja por meio dos patrocinadores oficiais.

As regras fazem com que o espaço para publicidade e venda de produtos seja disputado por poucos. Desde o mês passado, a Coca-Cola Femsa Brasil e a Ambev, representante da Budweiser no país, têm entrado em contato com donos de bares e lanchonetes na região da Arena da Baixada – as duas marcas de bebidas são parceiras comercias da Fifa e, portanto, têm carta branca para explorar a fachada dos estabelecimentos e, ao mesmo tempo, priorizar a venda de seus produtos nos pontos. Apesar de não citarem números de contratos fechados e os termos das parcerias, as patrocinadoras confirmam que já há negócios consolidados – informação comprovada pelos próprios comerciantes.

Segundo a diretora comercial do Paraná e São Paulo Interior Oeste da Coca-Cola Femsa, Neuri Pereira, as perspectivas de vendas são boas para Curitiba, mesmo a cidade recebendo apenas os jogos da fase inicial do torneio. “A Coca-Cola investiu na revitalização de fachadas dos seus principais parceiros comerciais no entorno do estádio e está colaborando com estes pontos de venda com materiais e equipamentos que ajudarão a alavancar os negócios do comércio local”, afirma.

A Ambev diz estar fechando parcerias com pontos de venda espalhados pela cidade, não necessariamente em locais próximos ao estádio. A companhia pretende ainda dar treinamento para mais de 30 mil garçons, vendedores e atendentes nas 12 cidades-sede do evento. “Temos a preocupação de melhorar o nível do serviço oferecido ao consumidor final, seja no ambiente do próprio ponto de venda, seja oferecendo preços mais atrativos ao consumidor”, diz o gerente de Marketing da Ambev no Paraná, Rafael Silva.

Restrição

O esforço da Fifa em proteger suas marcas e a de seus parceiros comerciais resultou em uma série de restrições legais e até possibilidade de penas de detenção estabelecidas na Lei Geral da Copa (veja box ao lado). As regras já valeram para a Copa das Confederações, no ano passado, e tentam impedir o que a Fifa chama de “marketing de emboscada” – quando outras marcas e empresas tentam se aproveitar do evento para expor e vender seus produtos, sem que tenham autorização para tal.

A preocupação não é à toa: os contratos com patrocinadores por direitos de marketing e imagem são a principal fonte de receita da entidade, que pretende lucrar R$ 10 bilhões com a Copa de 2014.

Dúvidas ainda cercam comerciantes

Apesar de as negociações com os parceiros comerciais da Fifa já estarem em andamento, donos de bares e lanchonetes no entorno da Arena da Baixada reclamam da falta de informações mais claras sobre o funcionamento dos estabelecimentos durante o evento. Em conversa com a reportagem da Gazeta na semana passada, a comerciante Edir Terezinha Veiga resumiu o que parece ser a percepção de muitos que trabalham na região. “Não sabemos de nada. Um vem e fala uma coisa. Aí chega mais um e fala outra coisa”, diz Edir, que há quatro anos toca com a família o Kamizas Bar, na Rua Brasilio Itiberê.

Perto dali, na mesma rua, a proprietária do Fá Bar e Bistrô, Fabiana Oliveira de Luca, também compartilha a percepção de que, em se tratando de regras e possíveis restrições, “cada um diz uma coisa”. Fabiana, porém, não tem muito com que se preocupar: fechou contrato no final do ano passado com a Ambev. A empresa vai fornecer material como cadeiras e mesas e renovar o visual do bar, construindo um novo toldo e se responsabilizando pelo anúncio na fachada. Em troca, Fabiana vai abastecer os clientes apenas com a Budweiser. “E o bom é que todo o material que a Ambev fornecer vai ficar aqui depois dos jogos”, resume, dando mais um significado ao tão alardeado “legado da Copa”.

Oportunidade

Investimento para explorar quiosque oficial chega a R$ 150 mil

A exploração dos quiosques oficiais da Copa é outra oportunidade para lojistas e empresários que querem lucrar durante o evento. O pré-cadastro dos interessados está sendo feito desde dezembro pela internet. Os quiosques são pequenos espaços de 6 metros quadrados, voltados principalmente para shoppings, que venderão os produtos licenciados da Copa, como camisas, bonés e bolas.

O projeto é inédito em Copas do Mundo e a intenção é que sejam instalados até 80 quiosques em todo o país. Conforme a Globo Marcas, que operacionaliza a venda de produtos licenciados, o investimento para explorar o espaço gira em torno entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, com expectativa de faturamento mensal variando entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. Alguns quiosques devem entrar em funcionamento ainda neste mês, permanecendo abertos até o fim do evento.

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