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Técnico Paulo Autuori admitiu que recusou uma proposta do exterior para seguir no Furacão. | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Técnico Paulo Autuori admitiu que recusou uma proposta do exterior para seguir no Furacão.| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

O técnico Paulo Autuori participou do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, nesta terça-feira (18), e reafirmou sua defesa ao presidente do Conselho Deliberativo do Atlético, Mário Celso Petraglia. A fala do treinador foi ao ar dois dias após a algumas manifestações no último Atletiba, com faixas, pedindo a saída do dirigente.

Na entrevista, Autuori contou sobre a relação com o polêmico cartola, elogiou a estrutura do Furacão, admitiu a recusa para sair do Rubro-Negro para trabalhar fora do país e afirmou que acredita poder fazer um trabalho a longo prazo no clube atleticano.

Veja os principais trechos da entrevista de Autuori em rede nacional:

Relação com Petraglia

“Muito fácil [convivência com Petraglia]. Eu tiro o meu chapéu para a gestão dele. O Atlético tem a sua Arena, o único clube que tem o centro de treinamento de altíssimo nível. Cada um tem a sua personalidade e para tomar algumas atitudes o cara tem que ter coragem. E ele tem. O líder tem que tomar medidas impopulares e vai tomar pancadas”.

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Proposta para sair e perspectiva de futuro no Atlético

“Com ele [Petraglia] eu cravo, eu acredito [poder ficar muito no tempo no Atlético]. Ele falou “vou fazer isso” há anos atrás e era motivo de chacota. Eu acredito mais do que isso, pelo que ele está vivendo em termos de ideias. Eu só estou ali para trabalhar no que já está sendo planejado. Eu tive uma proposta para sair, mas eu estou de corpo e alma no clube”.

Teto salarial

“Eu me impus um valor em qualquer contrato que fizesse aqui no Brasil. Os clubes que eu trabalhei, São Paulo, Atlético-MG, Atlético, é o mesmo preço. Não quero mais que isso. Eu estipulei um valor abaixo [de salário]. A bolha cresceu e estourou. Eu nunca fiz dinheiro aqui no Brasil. Eu sei para onde o clube tem que direcionar as finanças. Se for para trabalhar em outra função é até menos [o valor do salário], porque não é tão valorizado e a responsabilidade também é menor”.

Crítica aos treinadores brasileiros

“Eu dei uma entrevista em 2013 falando sobre os técnicos brasileiros. Não é pessoal, estamos dando um alerta para nossa classe. O erro é sempre da imprensa, do juiz. E nós? Nós temos que assumir nossa responsabilidade. É uma profissão sofrida, mas naquele momento não foi uma comparação entre técnicos brasileiros e europeus. Eu comparei os treinadores com preparadores, fisioterapeutas, fisiologistas. Essa área é top aqui no Brasil. Eles evoluíram, já os treinadores menos”.

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Convite para a seleção brasileira

“Eu não sei se fiz o suficiente. Quando eu fui pro Japão [2006], chegaram rumores que eu seria o técnico. Mas só rumor. Cada um tem as oportunidades. Eu me sentia em condições de fazer um trabalho bom. Esse período [de rumores] que passei eu encaro com muita naturalidade”.

Presidente da CBF

“Eu não aceitaria [ser presidente da CBF]. Acho que tem gente como mais representatividade, mas eu quero participar de um grupo. Eu acho que agora nesse momento, os [ex-jogadores] Leonardo e o Raí, porque vivenciaram isso e estão prontos. A conjuntura aqui é diferente, mas quem vier e tiver vivência fora do país tem que saber adaptar aqui as coisas que acontecem lá fora”.

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