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Coritiba não abraça Pachequinho: seis motivos para o interino virar o técnico

  • Daniel Zanella Especial para a Gazeta do Povo
 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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Desde a demissão de Paulo César Carpegiani, às vésperas do Atletiba do YouTube, a indefinição sobre o novo técnico do Coritiba assombra os arredores do Couto Pereira. A solução parcial (e caseira) foi a entrada de Pachequinho como técnico interino. Se os números não impressionam – em quatro jogos, são duas vitórias, um empate e uma derrota –, é perceptível a mudança de espírito da equipe alviverde, principalmente após a vitória diante do Toledo neste domingo (19) por 4 a 2, fora de casa e de virada.

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Abaixo, seis motivos para efetivar Pachequinho no comando técnico do Alviverde:

1 – Identificação com a torcida

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Pachequinho é um dos maiores ídolos da história do Coritiba. Prata da casa, é o maior artilheiro da história do Couto Pereira, com 48 gols. Jogador de brio indiscutível, passa para a torcida o aspecto emocional do “treinador que sofre junto”. É funcionário do Coritiba e certamente receberá menos críticas no processo de reformulação de um elenco sem confiança.

2 – Vestiário mais leve

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Albari Rosa/Gazeta do Povo

Pachequinho conhece os bastidores do Coritiba e sabia muito bem o impacto das declarações mais fortes de Carpegiani, que minaram a confiança do elenco. No processo de retomada na temporada, o ex-jogador pode utilizar sua experiência de vestiário e o histórico de líder técnico para dar a tranquilidade necessária ao ambiente de trabalho. Fazer, enfim, o time render mais do que vem rendendo, sem declarações polêmicas gratuitas.

3 – Preferência do elenco

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Albari Rosa/Gazeta do Povo

O treinador está em alta entre os jogadores. Muitos atletas da base que subiram para o profissional veem no funcionário do clube um parceiro, um facilitador, um conhecedor profundo do cotidiano coxa-branca. Pachequinho conhece alguns jogadores desde o início da trajetória no clube e pode encontrar soluções táticas para resolver problemas crônicos, como a falta de criação do meio de campo.

4 – Plano de jogo

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Albari Rosa/Gazeta do Povo

Com mais tempo de preparação – o Coxa disputa apenas o Paranaense e o Brasileirão até o fim da temporada –, Pachequinho pode aplicar um sistema de jogo coerente, algo em aberto no período em que Carpegiani foi o treinador. Pouco dado às invencionices, o treinador interino ficou aproximadamente dois meses na Europa fazendo estágios e agora se vê maduro o suficiente para segurar a pressão de comandar o Alviverde. Precisa resolver, basicamente, três problemas: o setor de criação, a ausência de peças de reposição de alta qualidade para campeonatos mais longos e o abatimento emocional da equipe após a eliminação na Copa do Brasil, a derrota no Atletiba diante dos reservas do Furacão e a instabilidade herdada dos tempos de Carpegiani.

5 – Gestão de crise

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Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

É a terceira vez que o presidente Rogério Bacellar recorre à Pachequinho para apagar o incêndio no Alto da Glória. Em 2015, ele foi efetivado como treinador para tirar o Coritiba da zona de rebaixamento faltando apenas cinco jogos para o fim do Brasileirão. Conseguiu. Foram três vitórias, um empate e uma derrota. Contudo, no ano passado, os resultados positivos não vieram. Em 13 partidas, foram apenas três vitórias, cinco empates e cinco derrotas. A passagem de Pachequinho ainda ficou marcada pela briga com o meia Juan, que foi afastado por um período e, mesmo sendo um dos principais jogadores do Coxa na temporada, deixou o Alto da Glória sem maiores esforços da diretoria.

6 – Mercado inflacionado

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Arthut Puls/Correio do Povo/Arthut Puls/Correio do Povo

Preocupado em não inchar a folha salarial, a diretoria do Alviverde sabe que Pachequinho é mais viável do que qualquer medalhão disponível no mercado e com salário na faixa dos seis dígitos altos – Vanderley Luxemburgo, há tempos sem um trabalho técnico respeitável, teria sido sondado. Além disso, a dança regular dos técnicos brasileiros faz com que a diretoria tenha sempre que recomeçar trabalhos do zero e com campeonatos em andamento, arriscando em profissionais caros e pouco conhecedores da realidade interna coxa-branca.

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