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Entrevista

“O agente de jogadores sempre existiu, mas só após a Lei Pelé ganhou relevância no mercado”

Eduardo Carlezzo, advogado

  • Leonardo Mendes Júnior
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Eduardo Carlezzo atua com as diversas pontas envolvidas em qualquer negócio do futebol. Seu escritório de advocacia, um dos mais conceituados da área no país, presta assessoria a atletas, agentes, clubes e investidores. Trânsito livre que permite a ele afirmar que a Lei Pelé fez os clubes pagarem por sua desorganização.

Clubes de futebol são unânimes ao apontar a Lei Pelé como responsável pela proliferação dos empresários. Quais pontos facilitaram essa ação?

A figura do agente de jogadores já existia antes da Lei Pelé e era reconhecida pela Fifa, embora ainda não devidamente regulamentada. Contudo, no Brasil, apenas após a edição da lei e, especialmente, após a extinção do passe, é que os agentes ganharam relevância no mercado. Durante a vigência do passe, o atleta ficava sempre ligado ao clube e basicamente dependia deste. Posteriormente, fez-se necessária a figura de intermediários nas negociações, coisa que os atletas não estavam acostumados a realizar naquele momento dada sua forte dependência dos clubes.

Os clubes se prepararam adequadamente para a mudança proposta na lei?

Os clubes não estavam preparados e muito menos buscaram se preparar para o fim do passe, considerando que houve um período de três anos de adaptação até que este fosse finalmente extinto. Ademais, na época os clubes nacionais tinham uma posição financeira bastante frágil e eram muito mal organizados, o que fez com que o impacto fosse muito maior. Lembre-se que com o fim do passe veio também a possibilidade de o atleta buscar na Justiça do Trabalho sua liberação contratual em caso de atraso salarial por três meses ou mais. Muitos clubes pagaram caro pela desorganização que havia naquele momento, já que centenas de ações milionárias foram parar no Judiciário devido ao regime de quase total inadimplência que vigorava naquele momento.

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