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rio-2016

Bernardinho abandona estilo explosivo para não aumentar pressão sobre geração ‘menos talentosa’

  • Rio de Janeiro
  • Marcos Xavier Vicente enviado especial
Bernardinho comemora com a filha. | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Bernardinho comemora com a filha. Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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Conhecido pelo comportamento explosivo à beira da quadra, o técnico Bernardinho teve de aprender a se controlar para não aumentar ainda mais a pressão sobre os jogadores da seleção de vôlei que conquistou neste domingo (21), diante da Itália, o ouro na Rio-2016.

Antes de cada partida desta Olimpíada, o treinador, recordista de medalhas em Jogos Olímpicos, com dois ouros e duas pratas com a equipe masculina e dois bronzes com a equipe feminina, fez questão de ouvir cada jogador individualmente.

“Eu precisava dizer o que esperava de cada um deles, mas também precisava saber o que eles esperavam de mim, se eu precisava ser mais controlado em alguns momentos. Errei muito por ser muito intenso”, revela o treinador. “Mudei minha relação com os jogadores porque essa geração não merecia passar por ainda mais pressão do que passou”, enfatiza.

Bernardinho se refere a três fatores que fizeram com que a equipe campeã olímpica neste domingo passasse o ciclo olímpico inteiro sob pressão. Primeiro, reconhece o técnico, por essa equipe ser inferior tecnicamente às anteriores. Segundo, pelo fato de os jogadores terem substituído nomes consagrados, como Giba, Ricardinho e Dante, que se aposentaram. E terceiro, pela responsabilidade do time em ter de apagar as derrotas nas finais de Pequim-2008 e Londres-2012.

“Essa não é uma geração com tantos talentos como a de 2004 [que disputou também os Jogos de 2008 e 2012], mas que trabalhou tanto quanto para chegar a essa medalha”, compara Bernardinho. “A derrota de 2012 foi muito sofrida e dura. E essa geração além substituir grandes jogadores, teve que lidar com aquela derrota”, completa o treinador.

Os maus resultados nas disputas durante o ciclo olímpico também pesaram, considera Bernardinho. Após a derrota na Olimpíada de 2012, a equipe foi vice três vezes da Liga Mundial (2013, 2014 e 2016) e uma vez do Mundial (2014). “A partir de 2014, a pressão era para provar que essa geração não era só de bater na trave”, aponta.

Problemas pessoais

Bernardinho também lembrou dos problemas pessoais que passou até a conquista de seu segundo ouro.

Em 2014, o treinador foi suspenso pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) por dez jogos por não ter comparecido a uma entrevista coletiva durante do Mundial da Polônia. “Aqui nessa Olimpíada vi técnicos não irem para a entrevista coletiva e não aconteceu nada”, compara.

Além disso, o técnico teve de extrair um tumor maligno do rim logo após a mesma competição de 2014. O que leva o treinador a tirar um tempo para descansar agora. “Nos próximos 15 dias, quem quiser falar comigo que pegue uma bicicleta porque eu vou pedalar para espairecer a cabeça”, afirma.

Sobre o futuro, Bernardinho não quis confirmar se segue à frente da seleção. E ressalta que não é insubstituível. “Há pessoas prontas para assumir [a seleção], talvez sem a experiência que eu tenho, mas capazes e que podem agregar muito”, admite.

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