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Ao lado de Rogério Ceni, Lucas ergue o troféu da Copa Sul-Americana, na sua despedida do São Paulo |
Ao lado de Rogério Ceni, Lucas ergue o troféu da Copa Sul-Americana, na sua despedida do São Paulo
Copa Sul-Americana

São Paulo conquista Sul-Americana sem jogar segundo tempo

Após confusão no intervalo, elenco do Tigre, da Argentina, decidiu não voltar para a partida final

Em um caso inédito no futebol, o São Paulo conquistou nesta quarta-feira o título da Copa Sul-Americana de forma inesperada. No intervalo da partida no estádio do Morumbi, com o time brasileiro vencendo por 2 a 0 - com gols de Lucas e Osvaldo -, o time argentino do Tigre não voltou ao campo. Depois de mais de 30 minutos de muita confusão, indefinição e conversas entre dirigentes, o árbitro chileno Enrique Osses apitou o final do jogo mesmo sem a presença dos argentinos.

Apesar do anticlímax, os jogadores são-paulinos, no gramado, puderam então comemorar a inédita conquista da competição continental, acompanhados dos 67 mil torcedores presentes no Morumbi, encerrando um jejum de quatro anos sem troféus. O São Paulo não faturava um título desde a conquista do Campeonato Brasileiro de 2008.

A final desta quarta coroou a despedida de Lucas, negociado com o Paris Saint-Germain. O atacante, que faturou seu único título pelo time profissional do São Paulo, marcou o primeiro gol da partida e deu a assistência para o segundo, anotado por Osvaldo. Com um bom entrosamento, a dupla e Willian José compensou a ausência do suspenso Luis Fabiano.

Com inesperada facilidade, o São Paulo resolveu o jogo ainda no primeiro tempo, ao balançar as redes aos 22 e aos 27 minutos. E nem precisou disputar a segunda etapa. Uma confusão, iniciada ainda antes do intervalo, levou o Tigre a desistir da partida, sem voltar ao gramado para a parte final do confronto.

A confusão começou depois que Lucas foi atingido no rosto em uma dividida com Orban. O são-paulino precisou deixar o gramado para conter sangramento no nariz. Ao retornar, apontou o algodão manchado de sangue ao marcador, o que revoltou os demais jogadores do Tigre.

Após o apito final na primeira etapa, os argentinos cercaram o atacante, afastado do grupo pelos outros jogadores do São Paulo. Atletas do Tigre ameaçaram agredir são-paulinos, o que gerou a expulsão de Paulo Miranda e Díaz ainda no intervalo.

Na tentativa de evitar maior confusão, jogadores do São Paulo entraram para os vestiários, enquanto policiais militares cercaram a entrada do vestiário argentino na tentativa de reprimir um possível confronto entre os atletas do Tigre e são-paulinos.

A presença da polícia na entrada do vestiário deixou a final em suspenso. Após atraso de 20 minutos, a arbitragem cobrou uma resposta dos argentinos, que se recusaram a voltar a campo. Jogadores do Tigre alegaram falta de segurança para retomar o jogo, por conta de supostas agressões de seguranças do São Paulo e de policiais dentro do vestiário. E até apontaram marcas de sangue nas paredes.

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