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Apostas mostram vitória da direita grega, mas tudo pode mudar

Partidos políticos, no entanto, dizem que a disputa está tão acirrada que até mesmo um jogo da seleção grega na Euro 2012 ou o clima podem ajudar a levar a esquerda radical ao poder

Apostadores veem uma vitória do partido conservador Nova Democracia nas eleições da Grécia no domingo (15), mas os partidos políticos dizem que a disputa está tão acirrada que até mesmo um jogo da seleção grega na Euro 2012 ou o clima podem ajudar a levar a esquerda radical ao poder. Gregos furiosos após dois anos de austeridade e décadas de corrupção puniram os políticos tradicionais em uma eleição inconclusiva em 6 de maio, que colocou o partido radical de esquerda Syriza num surpreendente segundo lugar, transformando os esquerdistas em sérios concorrentes na nova votação de domingo. As pesquisas de opinião mais recentes, publicadas antes de uma proibição entrar em vigor duas semanas antes da eleição, mostraram o Nova Democracia praticamente lado a lado com o Syriza na eleição que pode decidir se o país endividado permanecerá na zona do euro. Cinco pesquisas deram vantagem ao Nova Democracia, que apoia o resgate de 130 bilhões de euros (160 bilhões de dólares) que mantém a Grécia respirando, enquanto duas mostraram na frente o Syriza, que quer descartar o resgate, acabar com as privatizações e nacionalizar os bancos. Poucos dias antes da votação, a casa de apostas sediada em Londres Betfair colocou o Nova Democracia em proporção de 1-3 e a Ladbrokes colocou em 4-11, enquanto o Syriza estava com 11-4 e 15-8, respectivamente, sugerindo que uma vitória conservadora era mais provável. A Paddy Power, sediada em Dublin, deu ao Nova Democracia proporção de 2-7 e ao Syriza, 9-4. Durante a proibição de publicação de pesquisas, vazamentos de pesquisas "secretas" e muitas vezes contraditórias rodaram blogs e cafés de Atenas. Uma pesquisa mostrando o Nova Democracia na liderança chegou a impulsionar a Bolsa de Valores de Atenas em 10 por cento na quinta-feira, o maior ganho diário desde agosto do ano passado. Pesquisadores dizem que as chances não mudaram muito desde que as últimas pesquisas foram publicadas, e nos escritórios dos partidos políticos autoridades dizem que a corrida está muito acirrada. O Nova Democracia tem dito aos eleitores que eles devem decidir se querem ou não permanecer no euro, argumentando que uma vitória do Syriza significaria que os credores iriam fechar as torneiras de financiamento e a Grécia seria forçada a abandonar a moeda comum. Já o Syriza diz que o resgate não fez nada além de mergulhar a Grécia em sua pior recessão em vários anos, com as pessoas pobres sofrendo mais com as medidas de austeridade ligadas ao seu financiamento, enquanto os ricos que saquearam a fortuna grega durante décadas gozam de impunidade. Nenhum partido deverá ganhar uma maioria absoluta, e as negociações seguirão para formar um governo de coalizão pró ou anti-resgate após a votação. Futebol Um número extraordinariamente grande de eleitores ainda está indeciso, dizem os pesquisadores. Com a tradicional divisão política grega entre esquerda e direita marginalizada pela crise da dívida, outros fatores podem influenciar os eleitores. "Nada é certo, muitos eleitores ainda estão indecisos e fatores como o jogo de futebol podem ser importantes", disse um candidato parlamentar do Nova Democracia. A Grécia joga contra a Rússia na noite de sábado pela Eurocopa, na Polônia. Se a Grécia ganhar, vai avançar para as quartas-de-final e pode enfrentar a Alemanha em 22 de junho. "Nossos analistas dizem que uma vitória pode atiçar sentimentos nacionalistas, mas não têm certeza de qual partido vai se beneficiar disso", disse o candidato. Um segundo grande fator é o clima, disse ele. Temperaturas extraordinariamente elevadas podem atrair os eleitores mais jovens para a praia ao invés dos postos de votação. "Os eleitores do Nova Democracia são mais velhos e o Syriza atrai grupos mais jovens. Se os jovens optarem por não votar, será um impulso para os conservadores", disse um membro do partido Nova Democracia. Pesquisadores dizem que outra peculiaridade que torna o voto imprevisível é a popularidade pessoal do jovem líder do Syriza, Alexis Tsipras, de 37 anos, em comparação ao chefe do Nova Democracia, Antonis Samaras, de 61 anos.

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