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Atividades ilícitas

África do Sul inclui drogas e prostituição na conta do PIB

Por se tratar de estimativa não é possível estabelecer valores para cada atividade ilegal, mas analistas dizem que cálculo foi conservador

24/11/2009 | 18:19 |
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A África do Sul incluiu na terça-feira pela primeira vez estimativas sobre o narcotráfico e a prostituição no seu cálculo de crescimento econômico, mas analistas dizem que o governo subestimou a avaliação de 465 milhões de dólares das atividades ilegais no ano passado.

O governo da África do Sul disse que as atividades ilegais ou clandestinas representam apenas 0,2 por cento da economia do país, que tem uma das maiores taxas de criminalidade do mundo.

No entanto, o economista Freddi Mitchell, do grupo de pesquisas Efficient, disse que a estimativa foi "um pouco conservadora".

"A comunidade internacional vê a África do Sul como um refúgio para as drogas, então acho que a cifra de 3,5 (bilhões de rands, ou 465 milhões de dólares) é um pouco subestimada", afirmou.

A inclusão de atividades "não-observadas" no cálculo do produto interno bruto (PIB, soma das riquezas de um país) obedece a padrões internacionais. A nova categoria inclui atividades tão diversas quanto prostituição, caça do abalone (um molusco) e cultivo e venda de drogas.

Furtos de automóveis são muito comuns na África do Sul, e o uso de drogas é disseminado em algumas áreas e entre jovens. A maconha é considerada um cultivo rentável em muitas zonas rurais.

A agência de estatísticas Stats SA disse ao divulgar dados do terceiro trimestre, também com atualizações de dados anteriores, que a maior economia da África soma 2,284 trilhões de rands (302 bilhões de dólares), dos quais as atividades ilegais representam 0,2 por cento.

A agência salientou que se trata de uma estimativa, e que não é possível estabelecer valores para cada atividade, como a prostituição.

"Já é bastante difícil estimar o PIB normal antes de se meter no mundo obscuro do crime organizado e das atividades ilícitas", disse o economista Russell Lamberti, da consultoria de análise de mercado ETM. "Apreciamos o que eles estão tentando fazer, mas precisamos (...) tratar as cifras com cautela."

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