Encontro debaterá situação gerada pelo asilo diplomático outorgado pelo Equador ao fundador do WikiLeaks
17/08/2012 | 21:29 | AFPA OEA convocou nesta sexta-feira (17) uma reunião de chanceleres para o dia 24 de agosto, em Washington, que debaterá a situação gerada pelo asilo diplomático outorgado pelo Equador ao fundador do WikiLeaks, Julian Assange, refugiado na embaixada equatoriana em Londres.
Com uma votação de 23 países a favor e três contra (Estados Unidos, Canadá e Trinidad e Tobago), a OEA aprovou a resolução proposta por Quito que pede aos chanceleres para tratar da "inviolabilidade dos locais diplomáticos do Equador no Reino Unido".
Os votos a favor foram dos países sul-americanos, México, América Central e do Caribe, com exceção de Panamá, Honduras, Barbados, Jamaica e Bahamas, que se abstiveram, durante uma reunião extraordinária na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os Estados Unidos e o Canadá mostraram sua oposição, ao considerar que este assunto é de exclusiva competência de Londres e Quito e que o papel da OEA se limita a chamá-los ao diálogo.
"Acreditamos que uma reunião de chanceleres não será útil e poderá ser prejudicial para a reputação da OEA", afirmou a embaixadora americana, Carmen Lomellin.
O pedido de reunião extraordinária pelo Equador foi realizado diante das "ameaças" do governo britânico de que tirará Assange à força da embaixada do Equador em Londres, embora o governo britânico tenha descartado essa possibilidade. O Equador anunciou na quinta-feira (16) a concessão de asilo diplomático a Assange por considerar que existem riscos para sua integridade e sua vida em consequência das revelações feitas no site Wikileaks.
Quito aceitou os argumentos de Assange, que denuncia uma perseguição política de vários países, principalmente dos Estados Unidos, devido à divulgação de centenas de milhares de comunicados diplomáticos e documentos de Washington sobre as guerras do Iraque e do Afeganistão. O fundador do site WikiLeaks entrou na embaixada do Equador em Londres no dia 19 de junho, depois de esgotar todas as opções legais contra um pedido de extradição à Suécia, onde é acusado de crimes sexuais, o que ele nega.
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