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O socialista François Hollande comemora após o resultado da eleição presidencial na França |
O socialista François Hollande comemora após o resultado da eleição presidencial na França
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França elege socialista François Hollande

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O socialista François Hollande foi eleito presidente da França neste domingo ao derrotar o atual chefe de Estado, o conservador Nicolas Sarkozy, no segundo turno das eleições francesas.

Hollande se converte assim no segundo presidente socialista da V República Francesa, fundada pelo general Charles De Gaulle em 1958, depois de François Mitterrand, chefe de Estado de 1981 a 1995.

Recebido por uma multidão na emblemática Praça da Bastilha, em Paris, Hollande afirmou que sua vitória marca o início de "um movimento que se ergue em toda a Europa" e pelo mundo em busca dos valores de esquerda.

"Vocês são muito mais que um povo que quer a mudança, são um movimento que se levanta por toda a Europa e, talvez, por todo o mundo para promover nossos valores, nossas aspirações e nossas exigências de mudança".

"Vamos nos lembrar, pelo resto de nossas vidas, deste grande encontro aqui na Bastilha, que irá inspirar outros povos, de toda a Europa, para a mudança que se anuncia". "Em todas as capitais, além dos chefes de Estado e de Governo, há pessoas que graças a nós têm esperança, nos olham e querem terminar com a austeridade".

Há 31 anos, a esquerda ocupou a Bastilha para celebrar a vitória de Mitterrand, presidente da França de 1981 a 1995.

Em seu primeiro discurso como presidente eleito, na cidade de Tulle (centro), Hollande disse que está "ciente de que toda a Europa nos observa (...) e de que em diversos países europeus há um sentimento de alívio e de esperança, de que, por fim, a austeridade não deve ser mais uma fatalidade".

"Neste 6 de maio, os franceses escolheram a mudança para me levar à presidência da República" e estou "orgulhoso por ter sido capaz de devolver esta esperança". "Prometo ser o presidente de todos".

Já na Bastilha, Hollande pediu à esquerda que "não abandone a mobilização" visando às eleições legislativas de 10 e 17 de junho.

Sarkozy reconheceu a derrota no início da noite e chamou Hollande de "novo presidente" que o "povo francês elegeu de forma democrática e republicana".

O atual chefe de Estado assumiu "toda a responsabilidade pela derrota" e comunicou a seus partidários que não liderará a luta para as eleições legislativas de junho.

"Não se dividam, permaneçam unidos. É preciso vencer a batalha das legislativas. Podemos ganhar. O resultado (deste domingo) foi honroso. Mas não vou liderar esta campanha".

"Minha posição não pode ser a mesma. Meu compromisso com a vida do meu país será diferente agora", disse Sarkozy.

Hollande já anunciou que renegociará o pacto fiscal europeu de ajustes e austeridade, elaborado por Sarkozy e pela alemã Angela Merkel, com o objetivo de relançar o crescimento.

A chanceler alemã telefonou para felicitar Hollande por sua vitória e convidá-lo a visitar Berlim: "Merkel ligou para cumprimentá-lo e ambos acertaram um primeiro encontro e que vão trabalhar juntos para fortalecer a relação franco-alemã em prol da Europa", disse o diretor de campanha do líder socialista francês, Pierre Moscovici.

O ministro alemão das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, confirmou que seu país "vai trabalhar junto" com a França "por um pacto de crescimento para a União Europeia". "Precisamos incrementar novas medidas de crescimento, e isto passa por reformas estruturais".

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, felicitou "calorosamente" Hollande por sua eleição e disse que "claramente temos um objetivo comum: relançar a economia europeia para gerar um crescimento duradouro".

"Pessoalmente e em nome da Comissão Europeia, felicito calorosamente François Hollande por esta importante vitória e lhe envio todos os votos de sucesso". "Os desafios pela frente são numerosos, na França e na União Europeia".

Barroso recordou que compartilha com Hollande "a convicção de que faz falta investir no crescimento e nas grandes redes de infraestrutura, mobilizando de maneira mais forte o Banco Europeu de Investimentos e os fundos disponíveis no orçamento europeu, sempre observando o objetivo de consolidação fiscal e de redução da dívida".

O presidente americano, Barack Obama, cumprimentou Hollande e o convidou para uma reunião em Washington este mês, antes de participar das cúpulas do G8 e da Otan.

Em um telefonema, Obama destacou "que espera trabalhar com Hollande e com seu governo sobre os desafios econômicos e de segurança comuns" e os dois líderes "reafirmaram a importância e a durabilidade da aliança entre os povos de Estados Unidos e França".

O presidente americano deve promover uma reunião entre os líderes do Grupo dos Oito - que reúne as nações mais ricas do planeta - em Camp David, Maryland, entre 18 e 19 de maio, seguida da cúpula da Otan em Chicado, em 20 e 21 de maio.

Obama propôs uma reunião com antecedência na Casa Branca para um encontro bilateral.

O primeiro-ministro conservador britânico, David Cameron, telefonou a Hollande para cumprimentá-lo e os dois se disseram "impacientes para trabalhar muito estreitamente e para construir uma relação muito próxima, que já existe entre Grã-Bretanha e França", destacou Downing Street.

A presidente Dilma Rousseff transmitiu suas "mais efusivas saudações" a Hollande e revelou acompanhar "com grande interesse suas propostas para superar a crise na Europa com responsabilidade e, principalmente, com políticas que favorecem o crescimento, o emprego e a inclusão social".

"França e Brasil estão unidos por ambiciosos projetos bilaterais, como consequência da aliança estratégica que estabelecemos, e estou segura de que continuaremos com esta cooperação nos próximos anos".

O presidente do Conselho italiano, Mario Monti, manifestou seu desejo de "colaborar estreitamente com a França", visando "uma união cada vez mais eficaz e orientada ao crescimento".

Hollande obteve 51,56% dos votos, contra 48,44% para Nicolas Sarkozy, segundo a apuração oficial sobre 91% das urnas.

A taxa de abstenção foi de 18,86%, abaixo dos 20,52% do primeiro turno, e mais de dois milhões votaram em branco ou nulo.

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