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A padroeira e a identidade do Paraná

Os milhares de devotos de Nossa Senhora do Rocio a veneram e a têm com muito respeito, pois Maria trouxe em seu seio Jesus Cristo, o salvador

  • Joaquim Parron
 | Henry Milleo/Gazeta do Povo
Henry Milleo/Gazeta do Povo
 
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A devoção à padroeira do nosso estado, Nossa Senhora do Rocio, está entrelaçada com a história do Paraná. A Imagem Milagrosa da santa apareceu nas redes do pescador Berê, na Baía de Paranaguá, em meados do século 17, quando o Paraná ainda estava em formação. A história narra que em 1686 o Litoral foi afetado por uma grande peste; no entanto, após a procissão do povo com a imagem do Rocio, a peste desapareceu. O povo atribuiu este milagre à Mãe de Jesus, com o título de Nossa Senhora do Rocio.

A devoção cresceu tanto que o povo construiu a primeira igreja-santuário em 1813 e naquele mesmo ano realizou a primeira festa em honra de Nossa Senhora do Rocio. Foram tantas as graças e milagres que o povo atribuía a ela que surgiu uma unanimidade: ela deveria ser proclamada padroeira do estado. Somente em 1939 todos os bispos reunidos declararam Nossa Senhora do Rocio padroeira do Paraná. Finalmente, em 1977, o próprio papa Paulo VI proclamou para a eternidade que Nossa Senhora do Rocio era a padroeira do estado do Paraná, sendo a mesma proclamação oficializada pelo governo estadual no mesmo ano, pelas mãos do então então governador, Jayme Canet Júnior.

Na sua festa, Nossa Senhora ela abençoa todas as pessoas de boa vontade

Um dado interessante é que o Paraná é o único estado brasileiro a ter uma padroeira oficializada pelo papa Paulo VI. Não se conhece outro estado que tenha uma padroeira oficializada pelo Vaticano. Por isso, afirma-se que Nossa Senhora do Rocio deu, de certa maneira, a identidade do paranaense.

Assim, o povo se alegra em celebrar, nesta primeira quinzena de novembro, a festa estadual da padroeira, atraindo milhares de pessoas a Paranaguá, onde está o seu santuário, e culminando neste dia 15, data dedicada a Nossa Senhora do Rocio.

Leia também: Se Deus e o homem não estiverem sós... (artigo de Francisco Borba, publicado em 31 de dezembro de 2016)

Leia também:Nossa Senhora de Lourdes e o Ano Mariano (artigo de Rivael de Jesus Nascimento, publicado em 11 de fevereiro de 2017)

A Igreja ensina que os cristãos adoram somente a Deus; aos grandes modelos de fé, que são os santos, os fiéis dedicam a veneração. Nesse sentido, os milhares de devotos da Mãe do Rocio a veneram e a têm com muito respeito, pois Maria trouxe em seu seio Jesus Cristo, o salvador. E no Rocio de Paranaguá ela apareceu, mostrando-se solidária com os mais pobres e necessitados desta região. Na sua festa, ela abençoa todas as pessoas de boa vontade para que entre nós cresça a solidariedade e a fraternidade.

Joaquim Parron é missionário padre redentorista, doutor em Ética Social pela Catholic University of America (Washington) e reitor do Santuário Estadual de Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá.

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