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Como os democratas derrotaram o desarmamentismo de Obama

  • Bene Barbosa
 
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Obama perseguiu, como um cachorro que persegue ensandecido um carro em movimento, seu objetivo de implantar o desarmamento na América. Chorou, mentiu, fez cara de bravo, ameaçou o Congresso, mas nada, absolutamente nada foi capaz de fazer com que os congressistas, deputados e senadores, apoiassem e aprovassem seu plano de destruição da Segunda Emenda. Saiu derrotado diversas vezes, em ambas as casas, com votos inclusive dos democratas. Em sua última derrota no Senado, disse que aquele dia era vergonhoso para os EUA. Vergonhosa foi sua derrota.

Recentemente, declarou que não faria campanha, nem daria seu voto a nenhum candidato, mesmo do seu partido, que não apoiasse uma reforma para o uso de armas. Uma tentativa desesperada para trazer de volta ao berço democrata o apoio ao desarmamento, pois até aquele momento nenhum candidato de seu partido havia realmente se posicionado em favor disso. E, pelo menos até agora, isso não aconteceu e não deverá acontecer com qualquer candidato que queira a chance de assumir a presidência daquele país. Para Obama e boa parte da imprensa que lhe apoia, a culpa é do lobby da NRA, dos fabricantes de armas, dos conservadores... Falso! A culpa – eu prefiro chamar de responsabilidade – é dos próprios democratas.

Obama pode chorar o quanto quiser, inventar números e encomendar estudos

Em 12 de março de 2013, o Pew Research Institute publicou um estudo nacional intitulado “Why Own a Gun?” (“Qual a razão de ter uma arma?”). A resposta foi que a maioria dos americanos quer ter armas para sua defesa. A grande surpresa é que não só o eleitorado republicano se posicionou assim. Em 1993, o apoio ao desarmamento era de 57% dos entrevistados. Em 2013, caiu para 46%. Até o ano 2000, o posicionamento entre republicanos e democratas era diametralmente oposto: enquanto republicanos não aceitavam nenhum tipo de restrição, democratas defendiam restrições máximas. Em 2013, republicanos começaram a aceitar alguns tipos de restrições (como a checagem de antecedentes) e os democratas passaram a defender o direito ao acesso e ao porte de armas. Ambos os grupos sabem muito bem que as restrições propostas por Obama vão muito além do aceitável e cobraram isso de seus candidatos.

Isso foi reforçado pela recente guinada de famosos esquerdistas americanos, que, mesmo sendo eleitores dos democratas, se mostraram favoráveis à posse e ao porte de armas. Entre eles estão as atrizes Jennifer Lawrence e Whoopi Goldberg – que até declarou ser membro da NRA. Entre os atores, Samuel L. Jackson, eleitor de Obama, se disse decepcionado com o presidente e reafirmou sua defesa da Segunda Emenda; coisa parecida ocorreu com o galã Brad Pitt. Junte-se a isso o fato de um senador e sete deputados democratas terem abertamente apoiado o direito à posse de armas. Fortes golpes em um presidente que já é considerado pelos americanos como um dos mais fracos da história.

Não bastasse tudo isso, as taxas criminais nos EUA são as mais baixas dos últimos 40 anos mesmo com milhões de armas vendidas anualmente. Obama pode chorar o quanto quiser, inventar números e encomendar estudos. Nem os democratas acreditam mais em suas lágrimas.

Bene Barbosa é presidente do Movimento Viva Brasil e coautor de “Mentiram para mim sobre o desarmamento”.

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