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Pela preservação da agenda de reformas

O brasileiro médio, e mesmo alguns com elevada instrução, tem uma noção muito vaga da gravidade da situação de nossas contas públicas e das consequências de não ajustá-las

 | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
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Caro leitor, reze para que, apesar do caos político, de alguma forma, a agenda prossiga e as reformas sejam aprovadas. A reforma trabalhista e, em especial, a previdenciária podem colocar o Brasil de volta nos trilhos do desenvolvimento. Sem a reforma da Previdência, nossa economia mergulharia em um processo de lenta asfixia que não a mataria, mas a deixaria permanentemente doente. O Brasil estaria condenado a ser um país pobre. A não aprovação seria um desastre econômico e social que manteria milhões de nossos compatriotas na terrível condição do desemprego e fecharia perspectivas positivas de futuro para as próximas gerações.

A reforma é dolorosa para milhões de brasileiros que acreditavam poder se aposentar mais cedo. É compreensível a angústia e revolta dessas pessoas, mas é preciso lembrar que, enquanto muitos se preocupam compreensivelmente em se aposentar mais jovens, outros querem apenas saber como vão sobreviver até o fim do mês sem salário, sem renda. Sim, este imenso contingente de 14 milhões de desempregados está mais preocupado em pagar as contas do mês.

Sem confiança não há investimento e não há emprego

Sem confiança não há investimento e não há emprego. O governo não tem dinheiro para investir porque gasta mais do que arrecada. A iniciativa privada quer investir, mas não o fará enquanto estiver presente o fantasma do crescente déficit público do governo federal. A tese de que a Previdência não está quebrada é muito mais uma posição política ou uma defesa de grupos de interesse do que uma questão técnica. Treze anos de desastrosa administração socialista-populista-corrupta arrasaram as contas públicas. Por que só com a Previdência seria diferente?

Temos ainda a pressão das mudanças demográficas. As pessoas vivem mais hoje, e isso pressiona continuamente o sistema, o que levou inúmeras outras nações a fazerem os necessários ajustes. A Previdência está quebrada. Isto é um fato econômico, não uma posição política.

Mas é justo que as regras sejam mudadas agora? É justo que as pessoas tenham de trabalhar mais alguns anos para se aposentarem? A questão não é se é justo ou não. A questão é que a alternativa à reforma seria uma catástrofe! Os governos futuros não teriam outra opção a não ser elevar muito a carga tributária para financiar a Previdência. Mais tributos significariam menos crescimento, menos oportunidades, menos empregos. É justo que um jovem com a perna gangrenada tenha esta perna amputada? Não, mas é melhor do que morrer.

Leia também: A Previdência e a matemática (editorial de 15 de maio de 2017)

Leia também:Os refugiados no presente (artigo de Cristovam Buarque, publicado em 19 de maio de 2017)

O brasileiro médio, e mesmo alguns com elevada instrução, tem uma noção muito vaga da gravidade da situação de nossas contas públicas e das consequências de não ajustá-las. Sem reforma da Previdência não há ajuste fiscal, sem ajuste fiscal não há confiança, sem confiança não há investimentos, sem investimentos não há empregos ou futuro para as novas gerações.

Nossa economia, da qual dependemos para garantir dignidade às pessoas, foi gravemente ferida pelo grupo político mais corrupto e incapaz da história brasileira. Sem grandes sacrifícios agora, estaríamos não apenas mantendo milhões de famílias brasileiras sofrendo com o desemprego, mas estaríamos ainda condenando toda uma geração ou mais ao subdesenvolvimento.

Reze todos os dias para que, apesar das enormes dificuldades, as reformas sejam aprovadas. Seus filhos e netos precisam disto!

Alan Schlup Sant’Anna é escritor e palestrante.

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