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GRAVAÇÃO DA JBS

“Deve ter fantasma lá”, disse Temer a Joesley sobre o Alvorada

Na conversa com o empresário, presidente contou que não conseguia dormir na residência oficial e perguntou à esposa se ela queria voltar para o Palácio do Jaburu

  • Estadão Conteúdo Web
Dilma e Temer no Palácio do Alvorada: Temer aguentou morar apenas uma semana na residência oficial que Dilma ocupou durante seu mandato. | Lula Marques/Agência PT/Fotos públicas.
Dilma e Temer no Palácio do Alvorada: Temer aguentou morar apenas uma semana na residência oficial que Dilma ocupou durante seu mandato. Lula Marques/Agência PT/Fotos públicas.
 
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Em gravação feita pelo dono do Grupo JBS, Joesley Batista, o presidente Michel Temer descreveu as noites de insônia no Palácio da Alvorada, onde ficou por apenas uma semana. Após relatar que não conseguiu dormir, o peemedebista disse ter perguntado a Marcela Temer, sua esposa, em uma das noites: “Vamos voltar ao Jaburu?”

“Deve ter fantasma lá”, afirmou o presidente a Joesley Batista. “Como é que a Dilma aguentava ficar sozinha lá?”, replicou o empresário.

O diálogo sobre as “assombrações” do Alvorada surgiu no fim da conversa, quando Joesley se preparava para se despedir.

Em março de 2017, uma semana depois de ter se mudado para o Palácio da Alvorada, Temer, a primeira-dama Marcela e o filho Michelzinho, de sete anos, voltaram a morar no Jaburu depois de a família passar o Carnaval na Base Naval de Aratu (BA). A atitude causou polêmica já que, para o peemedebista se instalar no Alvorada com a mulher e o filho, foi necessária uma reforma.

Durante a mesma conversa, o presidente supostamente dá aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato. A conversa com Temer teria ocorrido no dia 7 de março deste ano, no Palácio do Jaburu, residência do presidente.

No diálogo, Joesley teria dito ao peemedebista que estava pagando uma mesada a Cunha e a Lúcio Funaro, apontado como operador do ex-presidente da Câmara, também preso na Lava Jato, para que ambos ficassem em silêncio sobre irregularidades envolvendo aliados. “Tem que manter isso, viu?”.

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