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Lava Jato

Em tom diplomático, juízes da Lava Jato desejam sorte ao novo diretor da PF

Ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, foi homenageado em Curitiba com a comenda Barão do Serro Azul. Evento foi prestigiado pelo núcleo jurídico da operação

  • Kelli Kadanus
 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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Os personagens mais importantes da Lava Jato na esfera judicial estiveram reunidos na noite desta sexta-feira (10), em Curitiba, para prestigiar a entrega da comenda Barão do Serro Azul ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, relator da operação na Corte. E alguns deles não se furtaram a comentar a surpreendente troca no comando da Polícia Federal, uma das instituições pilares da Lava Jato.

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), Carlos Eduardo Thompson, disse que ainda é cedo para avaliar o impacto da mudança nas investigações do petrolão, mas espera que Fernando Segóvia faça um bom trabalho.

Segóvia foi nomeado diretor-geral da PF na quarta-feira (8) e a troca no comando pegou de surpresa integrantes da Lava Jato. Ele teria sido indicado ao posto pelo ex-presidente José Sarney. “No ponto a que chegaram essas operações, eu não acredito que elas sofram algum constrangimento, algum atraso nos seus andamentos em razão de uma ou outra pessoa. O país não permite mais isso”, disse o presidente do TRF-4, corte que julga em segunda instância os processos da Lava Jato que saem das mãos do juiz Sergio Moro.

O relator da Lava Jato no TRF-4, João Pedro Gebran Neto, também falou sobre a nomeação de Segóvia. “Acho que toda a sociedade tem que acompanhar a política como acompanha a vida pública de modo geral. O que eu espero realmente é que as pessoas continuem fazendo seu trabalho num combate sério, sereno e isento da corrupção “, disse.

Leia também: Segóvia começa a esboçar mudanças na Polícia Federal e já causa desconforto

Homenageado da noite no evento promovido pela Associação Comercial do Paraná, Fachin falou com a imprensa ao chegar no evento, mas não quis comentar a troca no comando da PF. “Desejo um bom trabalho”, disse, apenas.

“Cada integrante do Poder Judiciário, seja em relação a essa operação de repercussão nacional, e mesmo internacional, realiza a sua tarefa, cumpre sua missão e, portanto, eu entendo que o Poder Judiciário tem estado a altura desse desafio, continuará a altura desse desafio para realizar os seus deveres que são inerentes a reprimir a impunidade e ao mesmo tempo garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa, fazendo o que deve ser feito”, disse o ministro.

O juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal, também compareceram ao evento, mas não falaram com os jornalistas.

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