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Irritado com bate-boca, deputado diz que no seu tempo “resolvia isso na bala”

Alberto Fraga (DEM-DF), um dos líderes da bancada da bala, impaciente com bate-boca entre colegas, ainda falou: “ou vocês saem na porrada ou decidam o que vão fazer”

  • Brasília
  • Evandro Éboli
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Os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ) e Éder Mauro (PSD-PA) quase saíram no tapa na sessão desta quinta-feira (19) na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados. O motivo da discussão era a polêmica sobre obras de arte que agridem ou não a religião e os costumes.

Cada um tinha um ponto de vista diferente. O bate-boca entre os dois durou quase meia hora, com uma intervenção ou outra de parlamentares. Até que estiveram frente à frente e foram contidos por seguranças e a turma do "deixa disso". Os ataques eram mútuos.

"Vocês querem o Silas Malafaia, o (Pastor) Marco Feliciano e o Bolsonaro cuidando da Lei Rouanet no Ministério da Cultura, para decidir qual melhor investimento a ser feito", provocou Glauber. "O dinheiro seria melhor investido mesmo se fosse assim...Você defende bandido...Essa é a arte de vocês", eram os argumentos de Mauro. 

E por aí foi. Presente à sessão, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, deveria ser o centro da reunião. Foi convocado para falar sobre as exposições. E só assistia ao embate.

O presidente da comissão, deputado Alberto Fraga (DEM-DF), um dos coordenadores da "bancada da bala", tentou, em vão, apaziguar o ambiente. E fez os mais variados apelos: "Gente, por favor, parem!" 

"Vocês estão fazendo o jogo do Glauber! Não tem como cortar o microfone dele!", disse. "Vamos manter a serenidade, pelo amor de Deus!" 

Até que Glauber e Mauro ficam frente à frente. E Fraga chama os seguranças: "Ô seguranças! Vamos ficar perto aí!".  Percebendo que a confusão não iria parar, disse o presidente: "Ou vocês saem na porrada ou decidam o que vão fazer! Tá virando piada", disse Fraga. 

A seu lado, o ministro Sá Leitão fez um comentário, captado pelo microfone:  "Ou faz ou sai de cima". 

Quando tudo parecia mais sereno, Fraga, um coronel da Polícia Militar, pontuou: "No meu tempo resolvia isso era na bala! Agora, tem que ficar falando". 

Procurado pela Gazeta do Povo nesta quinta, o deputado justificou sua fala. "Foi um tumulto só. Fiz esse comentário da bala para tentar resolver o entrevero. Vi a hora em que os dois iam sair no tapa. Fiz o comentário com o intuito de que parassem", afirmou.

Assista ao bate-boca na Comissão de Segurança:

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