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Joesley Batista, dono do grupo J&F | SERGIO LIMA/AFP
Joesley Batista, dono do grupo J&F| Foto: SERGIO LIMA/AFP

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para prender o empresário e dono do grupo J&F, Joesley Batista, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. O pedido ainda precisa ser analisado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte. Segundo apurou o jornal, Janot também pediu a prisão do diretor da J&F Ricardo Saud e do ex-procurador Marcello Miller.

Em conversa entregue pela própria defesa da JBS, Saud e Joesley conversam sobre a suposta interferência de Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada. O ex-procurador ainda fazia parte do Ministério Público quando começou a conversar com os executivos, no fim de fevereiro. Ele foi exonerado da instituição apenas em abril.

Na segunda-feira, Janot abriu um procedimento de revisão do acordo de delação dos empresários. Ele vai pedir a revogação do benefício de imunidade penal concedido aos delatores.

A prisão preventiva já vinha sendo analisada por Janot nos últimos dias. Na quinta-feira (7), os executivos prestaram esclarecimentos à PGR, mas não convenceram. A avaliação na instituição é de que o discurso era somente para manter a validade do acordo, mas os fatos narrados foram graves.

Miller

No caso de Miller, há auxiliares de Janot que avaliam que ele atuou junto à JBS com uso de informações privilegiadas que possui por ter integrado a equipe de Janot e pode ter incorrido no crime de obstrução de justiça e exploração de prestígio.

A defesa de Miller divulgou neste sábado nota em que “critica veementemente o pedido de prisão do seu cliente enquanto estava depondo por dez horas, no Rio de Janeiro”. Além disso, afirmou que tomou conhecimento do pedido pela imprensa “e estranha que tenha sido apresentado no mesmo dia em que estava esclarecendo todos os fatos ao Ministério Público”.

Na nota, a defesa alega também que entregou provas de que Marcello Miller estava afastado do grupo da Operação Lava Jato e das atividades da Procuradoria-Geral da República desde julho de 2016, quando passou a trabalhar na Procuradoria da República no Rio de Janeiro.

“O ex-procurador nunca atuou como intermediário entre o grupo J&F ou qualquer empresa e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ou qualquer outro membro do Ministério Público Federal”, diz a nota, assinada pelos advogados André Perecmanis e Paulo Klein.

Conforme adiantou o jornal O Estado de S. Paulo, a defesa também informou que disponibilizou o passaporte de Miller e entrou com o requerimento para que o pedido de prisão seja rejeitado ou, ao menos, para ser ouvida antes da decisão do ministro Edson Fachin. A mesma atitude já foi tomada pelas defesas do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud.

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