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Tecnologia

Robôs reabilitam pacientes

Equipamento inédito chega ao Brasil para auxiliar na terapia de pacientes com dificuldades motoras

Texto publicado na edição impressa de 12 de abril de 2010

Ao pensar em robôs, a primeira referência que vem à mente são os comuns em filmes ou desenhos animados: os humanoides, que se assemelham muito ao biótipo humano, e ora ajudam em tarefas domésticas ora aparecem como vilões que tentam exterminar a humanidade. No entanto, por enquanto, a realidade da robótica está bastante distante do que mostra o cinema. Muitas pesquisas, mais do que tentar criar máquinas à imagem e semelhança do ser humano, buscam maneiras de criar novas tecnologias ou aprimorar sistemas que já existem. Uma área da robótica que vem apresentando grandes avanços nos últimos anos diz respeito às aplicações na medicina. O uso de robôs em tratamentos e cirurgias é uma das grandes promessas para as próximas décadas. Dentro dessa linha, a utilização de máquinas na reabilitação de pacientes é algo que já vem mostrando resultados animadores.

No início deste ano, chegou ao Brasil um robô inédito que ajuda na recuperação de pacientes que tiveram a capacidade de andar prejudicada. O aparelho, em uso na Associação de Assistência à Criança Deficiente, em São Paulo, auxilia na melhora do condicionamento motor e aprimora o padrão de marcha. Os primeiros pacientes começaram a ser tratados com o auxílio do Lokomat no início de março. “Estamos utilizando a nova tecnologia no tratamento de pacientes neurológicos. São pessoas que sofrem de paralisia cerebral, ou que tiveram alguma lesão encefálica como um derrame, ou ainda algum trauma de crânio ou lesão medular incompleta”, explica a médica fisiatra Glaucia Somenski.

Segundo ela, ainda é cedo para avaliar qualquer melhora no desempenho dos pacientes, mas a expectativa é que o aparelho reduza o tempo de terapia. Além disso, uma outra grande vantagem do equipamento está em facilitar o trabalho dos fisioterapeutas. Sem o robô, eram necessários até três profissionais para dar suporte ao paciente e ajudá-lo a realizar os movimentos nas barras. Com a máquina, apenas um profissional consegue controlar os exercícios. “O aparelho tem ainda a vantagem de que o paciente estar totalmente monitorado. Ele informa se o movimento está sendo feito da forma correta, se a força aplicada está adequada”, explica.

Embora agilize a terapia e facilite o trabalho dos profissionais envolvidos, tanto os pesquisadores em robótica como os fisioterapeutas acreditam que a máquina não substituirá o especialista. “Sempre será necessário alguém para avaliar as necessidades do paciente, o tempo de exercício, a velocidade e a direção do movimento. O objetivo não é substituir o fisioterapeuta, mas facilitar o trabalho dele”, defende o professor e pesquisador em robótica da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, Auke Ijspeert.

* A repórter visitou os laboratórios de robótica da Escola Politécnica Federal de Lausanne a convite do projeto Relate,

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