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Chefs abrem suas casas e fazem cultura do antirrestaurante crescer em Curitiba

Cozinheiros profissionais montam suas mesas particulares e oferecem refeições exclusivas, em ambiente mais informal e aconchegante

No Amaranta, um espaço para comer e trocar experiências sobre gastronomia, cerveja e a vida. | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
No Amaranta, um espaço para comer e trocar experiências sobre gastronomia, cerveja e a vida. Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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A mesa comprida e decorada apenas com algumas margaridas lembra um jantar familiar. Mas a maioria das pessoas ali sentadas sequer se conhece. O que as uniu foram a comida e uma proposta nova, que ganha espaço em Curitiba: a dos antirrestaurantes. Apesar de parecer sofisticado, o conceito é simples. Chefs abrem as portas de suas próprias casas e cozinham, retomando a ideia de exclusividade da comida caseira e de qualidade. Os frequentadores se sentam juntos, em um ambiente mais informal e aconchegante.

“A ideia é servir as pessoas na nossa casa, para deixá-las um pouco mais à vontade e criar um ambiente em que elas troquem experiências sobre gastronomia, cerveja, sobre a vida”, disse o chef Fredy Ferreira, do Amaranta Cozinha Afetiva, que há um ano promove jantares mensais e temáticos no conceito antirrestaurante, no Pilarzinho.

Conceito de “anti-restaurante” ganha adeptos em Curitiba

Chefs de cozinha de Curitiba abrem suas casas e oferecem refeições em ambiente informal e aconchegante. Em torno da comida, pessoas trocam experiências e criam laços de amizade.

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Seja pela proximidade ou pela experiência de desfrutar da mesma refeição, as pessoas invariavelmente acabam interagindo e até criando laços de amizade. Cria-se uma outra relação com o ato de comer. “A comida une as pessoas. Então, você acaba sempre conhecendo muita gente legal. Vem gente de todos os tipos. Empresários, fotógrafos...”, diz Lívia Farah, idealizadora do Amaranta.

É justamente essa informalidade que parece atrair os frequentadores. Como não há garçons, eles mesmos vão até a geladeira para pegar um refrigerante, por exemplo, e se servem. Esse ambiente contribui para “quebrar o gelo” até entre os curitibanos mais convictos. “ Por mais que você não conheça a pessoa, você acaba interagindo”, aponta a advogada Irene Rodrigues.

O casal de jornalistas Josi Basso e Felipe Pasqualini é praticamente veterano no assunto. Nove anos atrás, eles criaram o Pastifício Dell’amore. Promovem almoços e jantares no amplo e florido jardim da casa em que moram, no bairro São Lourenço, em Curitiba. Ali, os almoços, por exemplo, são servidos sem pressa, se estendem pelas tardes. “As pessoas levam esteiras, se deitam sob as árvores. Elas se apropriam do espaço mesmo”, disse Josi.

Opinião: Para ser feliz, basta teto, comida e amor

A especialidade do Pastifício é a comida italiana – o pernil de cordeiro com fettuccini e o fiore de búfala são imbatíveis. Tudo é feito de forma artesanal, exclusiva.

“A gente ainda tem uma horta. A pessoa pode pegar um tempero na hora e pôr no prato. É um negócio bem italiano mesmo”, destaca Josi. “A gente sempre dá uma parada para conversar com os frequentadores, troca ideia sobre comida. É muito legal.”

“Pague o quanto quiser” é a regra em restaurante vegano

A proposta dos antirrestaurante também chegou a quem não consome carne ou derivados de leite. A Ecozinha, que funciona em uma casa colaborativa no bairro Mercês, oferece almoços veganos. Os frequentadores não pagam um preço pré-determinado, mas contribuem com o valor que considerarem justo. “A gente informa os custos dos insumos e da mão de obra e as pessoas pagam quanto quiserem, quanto acharem que vale”, disse o chef Luciano Vaini.

A Ecozinha abriu suas portas em março, depois que a idealizadora do projeto, Fátima Mazarão, voltou de Portugal, onde conheceu iniciativas semelhantes. A clientela, antes restrita a amigos, se diversificou.

“Vêm mais famílias que não conhecemos vem almoçar com a gente. O processo do restaurante é robotizado. A pessoa vai, come, paga a conta e vai embora. Nós queremos humanizar o processo e aproximar pessoas”, concluiu Vaini.

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