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Tigresa retirada de canil de Maringá morre em Dois Vizinhos

O veterinário da instituição de ensino onde o animal estava afirmou que Hadassa teria morrido depois de levar uma mordida da irmã na cabeça

  • Maringá
  • Camila Munhoz, especial para a Gazeta do Povo
Um dos tigres do Canil Emanuel  antes da transferência. | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Um dos tigres do Canil Emanuel antes da transferência. Jonathan Campos/Gazeta do Povo
 
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A tigresa Hadassa, um dos sete animais que foram retirados pelo Ibama do Canil Emanuel localizado em Maringá (Noroeste do estado), morreu em janeiro deste ano no zoológico particular da União de Ensino do Sudoeste do Paraná (Unisep). Só agora a notícia veio a público. Hadassa e outros três tigres foram transferidos para o local em outubro do ano passado. Segundo o veterinário responsável, Felipe Azzolini, a morte ocorreu em decorrência de uma mordida na cabeça que a tigresa levou da irmã Best.

Os dois animais ficavam juntos no canil de Maringá, mas em Dois Vizinhos foram separados por três meses. A mordida teria ocorrido em janeiro, quando os animais voltaram a ficar no mesmo recinto. De acordo com Azzolini, quando está no cio, Best muda o comportamento.

O veterinário afirma que, após o ocorrido, a tigresa Hadassa foi levada para fazer uma tomografia onde foi constatada a morte por lesão crânio encefálica. Ele nega qualquer tipo de negligência e garante que o Hospital Veterinário da instituição de ensino tem todas as condições necessárias para lidar com os animais.

Além de Best, em Dois Vizinhos ainda estão Fred e Lula. Segundo o veterinário, Lula e Best foram doados pelo mantenedor Ary Borges. “A doação foi feita justamente porque o Ary sabe que temos condições para cuidar dos animais”, diz Azzolini, que garante que os três tigres estão bem de saúde. “Eles estão em um recinto 10 vezes maior do que o que estavam em Maringá, além disso, aqui cada um come em média 10 quilos de carne bovina comprada em frigorífico. Em Maringá, matavam cavalos para dar aos tigres.”

Negligência

Ary Borges nega as informações e acusa os funcionários do zoológico de Dois Vizinhos de negligência. “A morte da Hadassa aconteceu por imprudência e negligência dos funcionários. Além disso, sabemos que um dos tigres que está em Dois Vizinhos perdeu 30 quilos desde que saiu de Maringá. No canil, os animais contavam com instalações apropriadas, com piscina e área de descanso. Agora, muito deles estão em locais pequenos e impróprios. Temos documentos que comprovam a agressividade, estresse e desnutrição dos animais.”

Azzolini argumenta que a perda de peso é natural devido ao período de adaptação e também pelo tamanho do recinto onde os animais estão agora. “Aqui os animais se movimentam mais, por isso, a perda de peso é compreensível. Onde estavam, os tigres só comiam e dormiam.” Ele conta que Best passou por um tratamento dentário de canal e passa bem.

Na página no Facebook “Salvem os Tigres de Maringá”, que tem mais de 70 mil seguidores, a equipe do canil informa, em uma recente publicação, que tem recebido relatos de que há animais com problemas de saúde e com perda de peso. Borges conta que solicitou informações sobre a situação dos animais ao Ibama e aos zoológicos para onde foram transferidos por diversas vezes, mas nunca teve retorno. Além de
Dois Vizinhos, Curitiba e Sapucaia do Sul (RS) também receberam tigres do Canil Emanuel. “Até hoje, ninguém nem sequer nos comunicou oficialmente a morte da Hadassa.”

Ainda no Facebook, a equipe do Canil Emanuel fala que Hadassa fez uma cirurgia de catarata quando tinha 2 anos e que usava lentes de contato especiais, desenvolvidas na Alemanha e, por isso, precisava de cuidados especiais. O veterinário, por sua vez, diz que não recebeu nenhuma recomendação especial em relação a isso. “De qualquer forma, após o procedimento para colocar as lentes, o animal só precisa de um a três meses de observação, depois não é necessário outro cuidado, como pingar colírio ou algo do tipo”, afirma.

O corpo de Hadassa está congelado na Unisep e, segundo Azzolini, à disposição do Ministério Público. “Fizemos questão de não mexer no corpo, justamente para que a mordida que causou a morte fique evidente.”

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