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Executivo estadual

5 anos depois, Palácio Iguaçu volta a reabrir as portas

Após ter sido reinaugurado em dezembro de 2010, prédio volta a abrigar o gabinete do governador paranaense. Reforma custou R$ 32,4 milhões, 38% a mais do que o previsto

  • Sandro Moser
Palácio Iguaçu: reforma do prédio acabou sendo mais longa do que a construção na década de 1950 |
Palácio Iguaçu: reforma do prédio acabou sendo mais longa do que a construção na década de 1950
 
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Quatrocentos e trinta e três dias depois de ter sido “reinaugurado”, o Palácio Iguaçu finalmente reabre amanhã como a sede oficial do Poder Executivo do estado. Às 10 horas, o governador Beto Richa (PSDB) recebe convidados e integrantes da equipe de governo para o ato oficial de reabertura do palácio. Fechado desde 2007, o prédio construído nos anos 50 passou por sua primeira grande [e polêmica] reforma desde a inauguração a um custo de R$ 32,4 milhões. Esse gasto ultrapassou em aproximadamente 38% o orçamento inicial que previa um investimento de R$ 23,5 milhões.

Em 19 de dezembro de 2010 – data da emancipação política do Paraná –, apesar da reforma não ter sido concluída, o então governador, Orlando Pessutti (PMDB), reabriu o Pa­­lácio Iguaçu com direito a uma grande festa paga por bancos estatais. Contudo, as obras só foram oficialmente concluídas 13 meses depois. Durante todo o ano passado, o governo estipulou e adiou datas para a reabertura. Segundo a assessoria de comunicação do governo, o ato de reabertura será simples: no saguão do prédio, o governador abre uma exposição com imagens e objetos relacionados à história do prédio. Em seguida, Richa inaugura oficialmente seu gabinete no segundo andar do palácio, do qual passa a despachar. Além da sala do governador serão instalados no prédio os gabinetes do vice-governador, a Casa Civil, a Casa Militar e parte da Secretaria de Comunicação Social. A Agência Estadual de Notícias continuará a funcionar no Palácio das Araucárias.

Para a antiga sede se transfere a Secretária de Estado da Família e Desenvolvimento Social, comandada pela primeira-dama, Fernanda Richa, que ocupa­rá o antigo gabinete do governador. As demais secretarias também permanecem no Araucárias.

Atraso

Iniciada em 1951, a obra de construção do Palácio Iguaçu durou cerca de três anos e meio até ficar pronta para a inauguração em dezembro de 1954. A reforma acabou sendo mais longa que a construção da obra: entre o fechamento do palácio em 2007 e a conclusão dos trabalhos já se passaram quase cinco anos. De acordo com o governo, as obras de recuperação do Palácio Iguaçu atrasaram porque foram realizadas em duas etapas. A primeira nos mandatos de Pessuti e Roberto Requião (PMDB) custaram cerca de R$ 23,4 milhões em reformas e revitalização dos salões e peças artísticas. Na segunda etapa, iniciada por Pessuti e concluída pela atual gestão, foram investidos mais R$ 9 milhões em obras de acabamento. De acordo com o engenheiro Zenon da Silva Neto, da Secretaria de Infraestrutura e Logística, para o ano passado ficaram os serviços de alvenaria, instalação da rede elétrica e hidráulica, além da colocação de divisórias e lustres. Nos últimos dias, o governo mobiliou todas as salas e departamentos do Palácio Iguaçu, com mesas, cadeiras e computadores. “O prédio foi inaugurado em 2010, mas não tinha condições de receber as secretarias de governo. As obras que fizemos foram de suporte e acabamento”, explicou. A parte mais importante da obra, segundo Zenon, foi a complementação da rede lógica, com a instalação de cabos elétricos, telefônicos e de informática que não estavam previstos no projeto original. Ele afirma que todos os computadores do Palácio Iguaçu já estão funcionando à espera dos servidores que poderão usá-los a partir de amanhã.

Mudança na cor dos vidros da fachada causou polêmica

Dos vidros da fachada ao estouro do orçamento, a reforma do Palácio Iguaçu foi alvo de muita polêmica. Em 2008, na gestão de Roberto Requião (PMDB), um grupo de arquitetos e entidades de defesa do patrimônio histórico acusaram o governo de ter descaracterizado o projeto original do arquiteto David Azam­buja, da década de 1950, considerado um ícone da arquitetura moderna no país. A maior celeuma foi a troca dos vidros na fa­­chada: os antigos transparentes, numa alusão do projeto à “transparência do poder” foram substituídos por outros de tom esverdeado. Já no governo Orlando Pessuti (PMDB), o orçamento da obra estourou em mais de 36% e o prazo para fim das obras também expirou. Mesmo assim, o ex-governador fez uma inauguração no fim de seu mandato, com direito a show da dupla sertaneja Chitão­zinho e Xororó, coquetel e queima de fogos. Tudo pago pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. Na gestão Beto Richa (PSDB), o prazo para a entrega da obra foi adiado diversas vezes. Além disso, o mural de Poty Lazzarotto, que fica na parede frontal do palácio, concebido originalmente em concreto aparente, foi pintado com tinta cinza.

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