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Uma semana depois, Greca fala (quase nada) sobre greve

 
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Uma semana depois do início da greve, o prefeito saiu do silêncio para, enfim, se pronunciar sobre o caos provocado à cidade que governa pela paralisação do transporte coletivo. Ao “estilo Trump”, usou sua página pessoal no Facebook para falar sobre o assunto no início da tarde desta segunda-feira (20):

• Pediu antecipação em 24 horas das negociações entre patrões e empregados na Justiça do Trabalho. A Justiça negou. Nova audiência se dará, como previsto, nesta terça-feira (21). “Estou contrariado com a Justiça do Trabalho”, escreveu.

• Confessou que a renovação da frota de ônibus, cantada em prosa e verso na campanha, só vai acontecer se as concessionárias tiverem boa-vontade e desistirem da liminar que, desde 2013, as desobriga de comprar ônibus novos;

• Errou ao informar seus seguidores que o contrato de concessão firmado em 2010 pelo aliado e ex-prefeito Luciano Ducci tem duração de 30 anos. O prazo é de 15 anos.

• Revelou um plano: o povo paga R$ 4,25, mas as empresas de ônibus continuam recebendo apenas R$ 3,66 por passageiro. A diferença, ele promete, está sendo “armazenada” para comprar 24 biarticulados novos. Outra promessa a conferir.

• Deu um recado para motoristas e cobradores em greve: o valor da tarifa que fixou prevê reajuste salarial de no máximo 6%, muito menos do que reivindicam os trabalhadores.

Algumas horas depois de sua primeira mensagem sobre a greve, quase 200 comentários já criticavam a fala quase inútil do prefeito. A maioria não estava interessada nos números e no discurso do alcaide – mas em ter os ônibus de volta para acabar com o sofrimento, mesmo a R$ 4,25.

O sindicato dos motoristas reduziu de 15% para 10% sua proposta de reajuste – mas só terão resposta dos patrões na audiência desta terça. E só então, se houver acordo, é que as concessionárias chamarão o prefeito para discutir a tarifa técnica e informá-lo de sua disposição (ou não) de retirar as ações contra a prefeitura que mantêm na Justiça.

Lamentações

O secretário Ratinho Jr., o ministro da Saúde Ricardo Barros e sua mulher, Cida Borghetti, vice-governadora, se encontraram no Muro das Lamentações, em Jerusalém. Estavam em missões oficiais diferentes, mas a casualidade lhes deu chance, mais tarde, de falar também sobre política durante jantar em Telavive (foto). Cida é candidata à sucessão de Beto Richa. Ratinho também diz que é – embora ainda possa mudar de planos e disputar o Senado.

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