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| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

Vinte anos depois, Rafael Greca (PMN) ocupará novamente a cadeira de prefeito de Curitiba. Quando muitos já o davam como morto politicamente após quatro derrotas seguidas nas urnas, ele se aproveitou do momento do país em que a classe política está mergulhada em completo descrédito. Para isso, vendeu aos eleitores o mote da “volta para o futuro”, a um “tempo em que a cidade funcionava” e era reconhecida e copiada nacional e internacionalmente. Deu certo.

Engenheiro recém-aposentado pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ipuc), Greca está na vida política há quase 35 anos. De vereador a ministro de Estado, transitou pelas mais diversas correntes políticas e circulou com os mais variados aliados possíveis. Do PDS, que sucedeu a Arena como partido de sustentação da ditadura militar, migrou para o PDT do ex-governador Leonel Brizola. Mais tarde, foi para o conservador PFL (atual DEM), acompanhando o padrinho político Jaime Lerner. De lá, acabou no PMDB de Roberto Requião, maior adversário do ex-prefeito e ex-governador.

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Agora, como prefeito eleito, está filiado ao nanico PMN, para onde se transferiu por dois motivos: viabilizar a candidatura deste ano, que não conseguiria no terreno peemedebista, e evitar ter de responder durante a campanha sobre escândalos nacionais que permeiam praticamente todas as grandes legendas. Seguindo a história de alianças polêmicas, porém, contou desta vez com o apoio do governador Beto Richa (PSDB), a quem atacou duramente enquanto era ligado a Requião. “Meu partido é Curitiba”, desconversou durante toda a campanha.

Excêntrico para alguns e um grande estudioso e conhecedor da cidade para outros, Greca terá de vencer a desconfiança sobre se conseguirá tirar do papel todas as promessas eleitorais diante da crise econômica que o país enfrenta. Também terá de se mostrar capaz de resgatar a Curitiba modelo que ajudou a construir 20 anos atrás.

De certo, pode-se esperar o sempre falastrão Rafael Greca – para o bem e para o mal − nos próximos quatro anos. No primeiro turno da campanha, por exemplo, quase pôs tudo a perder ao dizer, em uma sabatina na PUCPR, que vomitou ao transportar um pobre dentro do carro. Desculpou-se e disse ter sido mal interpretado.

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