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“Educação se constrói com diálogo, não com violência”, disse o ex-presidente Lula. | Divulgação/PR
“Educação se constrói com diálogo, não com violência”, disse o ex-presidente Lula.| Foto: Divulgação/PR

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta segunda (18), as críticas do governador de Minas Fernando Pimentel (PT) a governos tucanos após o Estado firmar acordo com professores para o pagamento do piso nacional da categoria até 2017. “Cumprimento o governador Fernando Pimentel, que mesmo recebendo uma situação financeira difícil do governo anterior, conseguiu em cinco meses fazer o que não foi feito em 12 anos pelos tucanos no Estado: dialogar e respeitar os educadores mineiros”, disse, por meio de nota, alfinetando as gestões dos senadores Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB.

Em seguida, fez referência à ação policial que deixou quase 200 professores grevistas feridos no Paraná, Estado governado por Beto Richa (PSDB). “Enquanto em alguns Estados os governos não dialogam com os professores, o PT e os partidos aliados em Minas Gerais mostram que é possível avançar tanto na negociação democrática quanto na valorização dos educadores”, afirmou, acrescentando que “educação se constrói com diálogo, não com violência”.

Ao assinar o acordo, na sexta-feira (15), Pimentel já havia se referido ao episódio como “espetáculo lamentável”. Tanto naquela ocasião quando na nota de Lula, os nomes dos adversários não foram citados.

Atualmente, a categoria está em greve em seis Estados, quatro deles governados pelo PSDB -São Paulo, Goiás, Pará e Paraná-, um pelo PSD, Santa Catarina, e um pelo PMDB, Sergipe. Em Minas, o sindicato dos trabalhadores de educação é filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical ligado ao PT, e comandou greves nas gestões dos tucanos Aécio e Anastasia.

A presidente da entidade, Beatriz Cerqueira, afirma que as outras gestões descumpriram os acordos que firmaram com a categoria. “Infelizmente, os governos anteriores tiveram a chance de valorizar a educação e cumprirem aquilo que foi acordado. Dois documentos foram descumpridos”.

O governo estima que o acordo custará R$ 13 bilhões aos cofres públicos -que, segundo Pimentel, será equilibrado cortando custeio e “discrepâncias e erros” na folha de pagamento.

No documento assinado entre as partes, ficou acordado um reajuste de 31,78% a ser pago em dois anos para professores de educação básica, descongelamento das promoções nas carreiras dos docentes e outros benefícios. O projeto foi enviado à Assembleia Legislativa.

Mesmo discurso

No anúncio do reajuste, na última sexta-feira, Pimentel também atacou, sem citar nomes, governos estaduais tucanos. “Em Minas Gerais, os professores são tratados com respeito, com dignidade” afirmou. “Assistimos espetáculos lamentáveis, chegando a agressões públicas ao professorado”, acrescentou.

Pimentel afirmou que a categoria está em greve em outros Estados do País “por reivindicações diversas, parecidas com essas que nós estamos atendendo aqui”. Um dos Estados é São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin, em que professores estão parados desde o dia 16 de março.

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