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Advogado de Youssef nega que ele tenha mandado entregar dinheiro a Cunha e Anastasia

O advogado do doleiro Alberto Youssef, Antônio Figueiredo Basto, negou nesta segunda-feira (12) qualquer envolvimento de seu cliente com o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB) ou com o senador Antônio Anastasia (PSDB). Em um depoimento à Polícia Federal, o policial Jayme Alves de Oliveira Filho, apontado como um dos subordinados à Youssef no esquema desvendado na Operação Lava Jato, afirmou que entregou dinheiro na casa de Cunha e de Anastasia a mando do doleiro.

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Defesa de Anastasia quer ter acesso ao depoimento de policial

A defesa do ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), eleito senador em outubro passado, solicitou audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. O advogado Maurício Campos Júnior quer conhecer todo o teor das declarações do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, que afirmou ter entregue dinheiro ao tucano a mando do doleiro Alberto Youssef, preso durante a Operação Lava Jato da Polícia Federal (PF).

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A defesa de empresários da empreiteira OAS investigados na Operação Lava Jato solicitou, nesta segunda-feira (12), que a Polícia Federal (PF) apure os vazamentos de informações prestadas em depoimentos de delação premiada. Na semana passada, a defesa do policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, conhecido como "Careca", fez o mesmo pedido. A PF já anunciou em pelo menos três ocasiões que iniciaria investigações sobre os vazamentos. Até agora, porém, não há sinal de que alguma apuração tenha surtido resultado.

No documento enviado à Justiça Federal, os advogados da OAS pedem para que "seja certificado se há determinação judicial para investigar os vazamentos". Eles citam títulos de reportagens veiculadas na imprensa com informações sigilosas prestadas por Youssef e por Rafael Ângulo Lopez, que atuava como "mula" do doleiro. "A tais documentos só têm acesso agentes públicos ou advogados de delatores, o que implica, por lógica, que algum deles seja a fonte dos vazamentos", diz o texto.

A defesa sugere que autores dos vazamentos respondam pelo artigo 154 do Código Penal, que prevê detenção de três meses a um ano ou multa por revelar informações que podem causar prejuízo a outras pessoas.

Investigações

Em setembro, a PF abriu inquérito para investigar vazamento do depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que teria citado políticos beneficiários do esquema.

No mês seguinte, foi anunciado outro procedimento depois que a revista "Veja" publicou reportagem, às vésperas da eleição, citando suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef no qual ele teria afirmado que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula "sabiam" dos desvios da Petrobras.

A terceira ocasião foi em novembro, quando advogados de executivos presos admitiram que sabiam com antecedência sobre a deflagração da sétima fase da operação.

A assessoria da PF afirma que os procedimentos são sigilosos e que não é possível informar o andamento das apurações.

Perdão judicial

A defesa de um dos delatores do esquema de corrupção investigado na Lava Jato pediu à Justiça Federal perdão judicial. Os advogados de Júlio Gerin de Almeida Camargo, ex-consultor da empresa Toyo Setal, alegam que o acusado merece o benefício por ter ajudado a identificar pessoas e detalhes sobre os desvios de recursos na Petrobras.

Em resposta à abertura da ação penal contra Camargo, ocorrida em dezembro passado, a defesa reafirmou todas as declarações dele em depoimento de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF). O executivo confirmou pagamento de US$ 30 milhões ao empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, para intermediar a compra de sondas de perfuração para a Petrobras.

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