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No dia 29 de abril, servidores públicos protestavam em frente à Assembleia durante a votação de um projeto de lei que modificava a estrutura da ParanaPrevidência | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
No dia 29 de abril, servidores públicos protestavam em frente à Assembleia durante a votação de um projeto de lei que modificava a estrutura da ParanaPrevidência| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

O prazo para a entrega do inquérito policial militar (IPM) para investigar abusos cometidos por policiais no último dia 29 de abril, data da chamada Batalha do Centro Cívico, foi prorrogado novamente. Após um primeiro adiamento, o prazo se esgotou na sexta-feira. Nesta segunda, a entrega final foi adiada indefinidamente. Segundo fontes ouvidas pela reportagem, a previsão é que o processo seja concluído entre o final de julho e o início de agosto.

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar (PM), a decisão por prorrogar ocorreu pelo grande número de testemunhas que precisam ser ouvidas e pelo volume de informações a serem analisadas. Além disso, muitos dos policiais que participaram da ação estão lotados no interior do estado, o que dificulta a apuração dos fatos.

Não há previsão oficial para a conclusão do trabalho – apenas uma determinação de que ele seja feito “o mais rápido o possível”, segundo a PM.

Destinado a apurar abusos cometidos por policiais militares na repressão aos protestos de 29 de abril, o IPM foi instaurado no dia 4 de maio. O prazo, de 40 dias, foi adiado em 14 de junho por mais 20 dias. O novo pedido de prorrogação foi feito pelo presidente do inquérito, o policial Carlos Alberto Bührer, e autorizado pelo comandante-geral da PM, Maurício Tortato.

Repressão

No dia 29 de abril, servidores públicos protestavam em frente à Assembleia Legislativa do Paraná durante a votação de um projeto de lei que modificava a estrutura da Paranaprevidência. O edifício estava isolado pela Polícia Militar. Quando um grupo de manifestantes tentou romper o cerco, os policiais responderam com tiros de bala de borracha e bombas de gás. Mais de 200 pessoas ficaram feridas. O projeto foi aprovado.

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