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Eleições 2010

PSDB confirma pré-candidatura de Richa e descarta Alvaro Dias

Decisão torna mais claro o cenário da sucessão estadual, que deve opor o prefeito ao antigo aliado Osmar Dias

Richa, ao centro, e Kaefer, à direita: os dois negam irregularidades. |
Richa, ao centro, e Kaefer, à direita: os dois negam irregularidades.
 
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PSDB confirma pré-candidatura de Richa e descarta Alvaro Dias

Em clima de convenção partidária, o PSDB do Paraná oficializou ontem pela manhã a pré-candidatura do prefeito Beto Richa ao go­­verno do Paraná e, ao mesmo tempo, descartou o nome do senador Alvaro Dias. Embora a decisão ainda não tenha valor legal – a candidatura do prefeito de Curitiba só poderá ser oficializada na convenção do partido em junho –, ela torna mais claro o quadro eleitoral no Paraná.

Com o lançamento da pré-candidatura de Richa, se torna praticamente inviável a aliança dos tucanos com o PDT do senador Osmar Dias, que já deixou clara a intenção de disputar o governo do estado neste ano. Ao mesmo tempo, as chances de uma aliança de Osmar com o PT aumentam. Isso é comemorado pelos petistas, pois agora eles conseguirão, com o apoio de Osmar, montar um palanque forte para a campanha presidencial da ministra Dilma Rousseff (PT) no Paraná.

O fortalecimento do palanque de Dilma no estado é, segundo Alvaro Dias, uma das consequências negativas da candidatura de Richa. O senador tucano afirmava que, se fosse o candidato, Osmar (que é irmão de Alvaro) desistiria da disputa. Desse modo, estaria desmontado o palanque de Dilma no Paraná.

“Não houve nenhuma preocupação com o projeto nacional”, afirmou o senador. “Eu sempre advoguei por um palanque forte para o Serra. Se para ter esse palanque forte o candidato devesse ser o Osmar, eu concordaria. Se o Osmar e o PMDB fossem favoráveis a candidatura do Beto, eu também seria. Mas a realidade é outra.”

Alvaro, na verdade, contava com o temor do fortalecimento de Dilma no estado para convencer a cúpula nacional tucana a intervir na escolha do candidato no Paraná. Mas essa possibilidade ontem foi descartado pelo próprio presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (leia mais sobre isso na página seguinte).

Esforço de união

À tarde, após discursar na abertura do ano legislativo na Câmara de Curitiba, Beto Richa disse que ainda vai trabalhar para que a coligação que o apoiou na reeleição à prefeitura, em 2008, permaneça unida. “Vamos tentar até o último momento. Se não for possível, paciência”, disse ele.

A missão é praticamente im­­­possível, pois a frente que o reelegeu incluía, entre outros partidos, o PDT de Osmar Dias. Sobre o suposto compromisso assumido em 2008 de apoiar o senador pedetista na disputa pelo Palácio Iguaçu neste ano, Richa disse: “Se ele esperava meu apoio, nunca me disse”. Segundo o prefeito, a relação entre os dois sempre foi “de muita confiança, amizade e respeito”. Por isso mesmo, afirmou Richa, nenhum dos acordos firmados no passado envolvia compromissos futuros. “É preciso deixar claro que as coligações não são eternas. Todos os partidos políticos têm o desejo de lançar candidatura própria numa eleição majoritária; e o PSDB não é diferente”, ressaltou.

Osmar Dias não quis comentar as declarações do prefeito, mas insinuou que houve sim um compromisso do prefeito em apoiá-lo para o governo: “Eu tenho uma memória muito boa; mas não quero comentar. Quem deve avaliar é a população. Mas posso garantir que é muito boa minha memória”.

Segundo Osmar, a decisão de ontem do PSDB não interfere em nada em sua candidatura, que deve contar com o apoio do PT. Os dois partidos estão trabalhando em uma carta de princípios, com as diretrizes do plano de governo do pedetista. O documento deve ficar pronto no início de março. A partir disso, PT e PDT devem formalizar a coligação e sair em busca de outros apoios.

“Para fazer alianças, é preciso concordar com as diretrizes, com a linha programática, para depois nos aliarmos. Se não, fica uma aliança fraca como essa que acabou”, disse Osmar, alfinetando a decisão de o PSDB lançar candidato próprio.

O presidente estadual do PT, Ênio Verri, disse que já há diálogo do PT e do PDT com vários outros partidos, especialmente com o PMDB. “Contamos com a construção de um grande palanque para continuar o trabalho do (governador Roberto) Requião no estado e para dar a vitória à ministra Dil­­ma.” O PMDB, aliás, também vem sendo assediado por aliados de Richa para estar na aliança com o PSDB, embora tenha candidato próprio, o vice-governador Orlan­­do Pessuti.

Verri afirmou ontem duvidar que o DEM, partido de oposição ao governo federal, venha a apoiar Osmar Dias e estar ao lado do PT. “Como é que um partido que é radicalmente contra todas as políticas sociais do governo Lula vai apoiar um candidato a governador que, na síntese de seu programa, diz que vai manter e po­­­tencializar todos os programas sociais de Lula?”, questiona. O presidente estadual do DEM, deputado Aberlardo Lupion, recentemente anunciou o apoio do partido a Osmar – o que foi rechaçado pela ala pró-Richa dos democratas.

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