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Serraglio participou da indicação de líder da Carne Fraca para ministério, diz ex-assessor

Ronaldo Troncha, que assessorou o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), disse que a indicação de Daniel Gonçalves Filho teve participação de ao menos cinco deputados do PMDB do Paraná

  • Da redação, com Estadão Conteúdo
Osmar Serraglio, ministro da Justiça | Isaac Amorim/MJSP/Arquivo
Osmar Serraglio, ministro da Justiça Isaac Amorim/MJSP/Arquivo
 
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Em depoimento espontâneo prestado à Polícia Federal (PF) na quarta-feira (22), o ex-assessor parlamentar Ronaldo Troncha, que trabalhou para o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR), disse que a indicação do apontado líder do esquema investigado pela Operação Carne Fraca para o Ministério da Agricultura teve a participação, entre outros, do deputado federal licenciado e atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB-PR).

Daniel Gonçalves Filho chefiou a Superintendência Federal da Agricultura no Paraná entre 25 de julho de 2007 a 19 de fevereiro de 2014 e de 19 de junho de 2015 a 11 de abril de 2016, quando foi exonerado.

Segundo Troncha, além de Serraglio, participaram da indicação de Gonçalves Filho, preso na sexta-feira (17) quando da deflagração da operação, os então deputados do PMDB Moacir Michelletto (morto), Max Rosenmann (morto), Hermes Frangão Parcianelo e Odílio Balbinotti. Ele disse ainda que haveriam outros nomes, mas não há informações de se houve detalhamento à PF.

Carne fraca virou jogo de empurra dentro da bancada do PMDB do Paraná; entenda

O ex-assessor de Souza, que também foi um dos alvos da operação, ainda relatou que o deputado Marcelo Almeida foi o único parlamentar contra a indicação do fiscal preso na Carne Fraca.

A Carne Fraca mira corrupção na Superintendência Federal de Agricultura no Estado do Paraná (SFA/PR) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. No rol de empresas investigadas pela Polícia Federal estão a JBS, dona da Seara e da Big Frango, a BRF, controladora da Sadia e da Perdigão, e os frigoríficos Larissa, Peccin e Souza Ramos.

Na lista de irregularidades identificadas pela PF estão o pagamento de propinas a fiscais federais agropecuários e agentes de inspeção em razão da comercialização de certificados sanitários e aproveitamento de carne estragada para produção de gêneros alimentícios. Os pagamentos indevidos teriam o objetivo de atender aos interesses de empresas fiscalizadas para evitar a efetiva e adequada fiscalização das atividades, segundo a investigação.

Outro lado: Serraglio diz que indicação foi feita por deputado morto

Em sua defesa, Serraglio atribuiu a indicação do fiscal preso ao cargo de chefe da Superintendência Federal da Agricultura, no Paraná, a Michelletto, morto em 2012 em um acidente de carro. O ministro declarou nesta sexta-feira (24) ainda que o nome de Daniel Gonçalves “passou pelo partido”.

Em nota, o ministro da Justiça ainda afirma que, após ser indicado, o “líder da organização criminosa” permaneceu no cargo durante os governos Lula e Dilma.

Alvos da Carne Fraca doaram para políticos citados na investigação

“A senadora Kátia Abreu, então ministra da Agricultura, reconheceu que só manteria o superintendente regional no cargo se fosse apoiado por senadores do PMDB. No caso, para o Paraná, ela exigiu a concordância do senador Roberto Requião, o que de fato ocorreu, como ela própria confessou. Assim, Daniel foi ratificado”, afirma Osmar Serraglio.

Procurados, Odílio Balbinotti e Hermes Frangão Parcianello não foram encontrados pela reportagem.

Kátia Abreu se defende

Procurada, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) disse que, enquanto ministra da Agricultura, não cedeu à pressão exercida por alguns deputados do Paraná para manter Daniel Gonçalves Filho na função de superintendente do Ministério da Agricultura. Ao contrário, ela afirmou que, quando os processos internos contra ele avançaram, suspendeu o servidor do trabalho e, por fim, o demitiu do cargo.

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