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Divulgação científica

UFPR lança site que reúne pesquisas em ciência política

Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil pretende difundir a produção acadêmica do país no exterior e para os brasileiros que se interessam por sociologia

Adriano Codato, professor de Ciência Política da UFPR e coordenador do Observatório de Elites |
Adriano Codato, professor de Ciência Política da UFPR e coordenador do Observatório de Elites
 
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O Núcleo de Pesquisa em Sociologia Brasileira da Universidade Federal do Paraná (UFPR) acaba de lançar o portal de divulgação científica Observatório de Elites Políticas e Sociais do Brasil (www.observatory-elites.org). O acesso é livre e o site funciona como um concentrador de pesquisas voltadas à ciência política em âmbito nacional. O site vai reunir cerca de 40% da produção nacional de ciência e sociologia política dedicada ao estudo das elites políticas.

O site contém um banco de dados com índices referentes às elites políticas, sociais e econômicas do país – inclusive do Paraná. Também oferta estudos sobre a organização dos partidos políticos, períodos eleitorais e livros da área para baixar gratuitamente. Há ainda planilhas de dados resultantes de pesquisas quantitativas e qualitativas sobre comportamento eleitoral, bem como estudos históricos e análises sobre dirigentes políticos do Brasil.

Para o coordenador do projeto, o professor de Ciência Política da UFPR Adriano Codato, o Observatório é uma maneira de aproximar e permitir a troca de informações entre pesquisadores nacionais e estrangeiros. Por enquanto, participam do site pesquisadores de Sergipe, Maranhão, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Paraná.

Popularização

O site do Observatório estava em teste desde janeiro e foi lançado na semana passada. “Outro objetivo do portal é divulgar para o grande público o que tem sido feito na universidade com uma linguagem menos técnica. Vai funcionar como uma plataforma de divulgação de pesquisas”, afirma Codato.

Ele conta que a ideia surgiu por meio de outros observatórios de pesquisa, seguindo principalmente o modelo do Observatório de Instituciones Representativas de América Latina – OIR, da Universidade de Salamanca (Espanha). “As pesquisas brasileiras não eram contempladas nesses observatórios. Por isso, para divulgar a pós-graduação nacional, que é a maior da América Latina e até então pouco representada, pensei no Observatório de Elites”, explica o Codato.

O site também foi pensado para que pesquisadores de outros países tenham acesso a estudos brasileiros, por isso, mantém uma versão do conteúdo disponível em inglês.

A aluna de doutorado em ciência política da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) Michele Massuchin diz que o observatório apresenta um material de pesquisa amplo, que não é voltado apenas ao público acadêmico: “Quem está dentro da academia consegue dar à sociedade resultados de pesquisas semiprontos, gerando interesse pelo assunto”.

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