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Balança comercial do setor deve continuar negativa

Depois de cinco anos de superávit, a balança comercial dos lácteos teve saldo negativo em 2009 e deve aprofundar o déficit em 2010. Nos cinco primeiros meses do ano, as importações do setor superavam as exportações em US$ 53 milhões. Foram US$ 117,5 milhões contra US$ 64,4 milhões exportados. O saldo negativo é 2,6 vezes maior que o registrado nesta mesma época do ano passado. Entre janeiro e maio de 2009, a diferença era de US$ 19,7 milhões.

Entre os 12 produtos derivados de leite que compõem a pauta de exportação do país, o leite condensado e o creme de leite foram os mais vendidos em 2010 – 14,2 mil das 23,7 mil toneladas e 42% da receita do setor. Leite em pó e fluído foram os principais produtos importados – 23,3 mil das 42,3 mil toneladas e 57% do faturamento. Os vizinhos Argentina e Uruguai, os principais fornecedores. O produto argentino e uruguaio entra no Brasil a preços competitivos por causa de acordos do Mercosul que preveem tarifa zero no comércio entre os países do bloco.

Durante a crise econômica mundial, Argentina e Uruguai, que são grandes exportadores de leite, perderam clientes na Europa e, para enxugar excedentes, voltaram-se ao Brasil. No ano passado, quase 90% das im­­portações de lácteos do Brasil, mais de US$ 120 milhões, vieram desses dois países. A governo brasileiro reagiu. O governo argentino aceitou a fixação de uma cota máxima de 3 mil toneladas de leite em pó/mês ao preço mínimo praticado na Nova Zelândia. Os uruguaios, no entanto, não aceitaram nenhum acordo, relata Rodrigo Alvim, presidente da Co­­missão Nacional de Pecuária de Lei­­te da Confederação da Agricul­­tura e Pecuária do Brasil (CNA). "Conseguimos tirar do Uruguai a possibilidade de exportações automáticas. Para cada negócio eles terão que solicitar LI (licença de importação), o que atrasa um pouco o processo."

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