A China vai continuar os leilões de parte das reservas estatais de soja para tentar diminuir os estoques e, principalmente, baixar os preços. O país pretende esvaziar alguns armazéns para dar espaço para a chegada da nova safra, que será colhida em outubro. As reservas de soja estão armazenas em seis províncias.
Somente hoje serão oferecidas 600 mil toneladas de oleaginosa, de acordo com o Centro Nacional de Comércio de Grãos e Óleos do país (CNGOIC, na sigla em inglês). As últimas vendas foram para esmagadoras de armazéns da província de Heilongjiang, da região autônoma da Mongólia Interior e para armazéns em quatro outras províncias. O preço médio de comercialização foi de 610 dólares por tonelada.
Os leilões também são reflexo do aumento das importações pelo país. Os estoques de soja nos portos chineses totalizam cerca de 6,3 milhões de toneladas, aumento de 700 mil toneladas em relação ao mês passado. O Ministério do Comércio estima que as importações em maio cheguem a 7,2 milhões de toneladas, número recorde. A previsão é que a importação em junho alcance 5,6 milhões de toneladas. A alta na importação é sustentada pelos baixos preços da soja no mercado global estejam sustentando o interesse pela commodity.
Jornalistas da Expedição Safra Gazeta do Povo estão na China para conhecer o sistema de plantio e comercialização de uma das principais potências mundiasi, As reportagens especiais sobre a agricultura no país serão publicadas no caderno agronegócio a partir do próximo dia 12.



