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Desafio nacional vai premiar produtividade das lavouras

O Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB) vai premiar os agricultores que colherem a maior média de soja por hectare na safra 2009/10. Podem participar do Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja produtores de todo o país. O objetivo é estimular o uso de tecnologia adequada, que aumente a produtividade e a rentabilidade da lavoura.

Os participantes podem se inscrever em duas categorias: área irrigada e não-irrigada. A primeira premiará dois produtores e a segunda, três por região – Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte/Nordeste. Os 14 vencedores ganham uma viagem técnica aos Estados Unidos com duração de uma semana para conviver com agricultores de lá e conhecer as técnicas que eles usam. Além disso, o responsável pela propriedade mais produtiva receberá menção especial na cerimônia de premiação.

As inscrições custam R$ 100 e podem ser feitas até 15 de dezembro de 2009 pelo site do CESB (www.cesbrasil.org). Os sojicultores devem informar as características de sua propriedade, as técnicas empregadas e o nome do técnico supervisor. No fim, eles apresentarão um relatório final sobre a produtividade, que será acompanhada durante a colheita pelo agrônomo responsável e por outro ligado ao CESB.

O concurso faz parte de um programa que tem quatro fases. "A proposta é fazer um desafio por ano e ir aumentando o número de exigências, incrementando a dificuldade", conta Eltje Jan Loman Filho, diretor presidente do CESB. Edeon Vaz Ferreira, diretor financeiro da Aprosoja e membro do CESB, detalha que, nesta primeira edição, apenas a produtividade vai ser considerada. A próxima já vai exigir o emprego de práticas sustentáveis, a seguinte acrescenta os aspectos sociais, como a correção dos contratos de trabalho, e a última também agrega a rentabilidade.

O lançamento do Desafio tem duas principais motivações: disseminar a cultura da soja e beneficiar o produtor economicamente. "Queremos tirar do imaginário popular a ideia de que a soja pressiona a derrubada da floresta amazônica. Se o agricultor consegue produzir mais em sua propriedade, não tem por que abrir outras áreas, o que envolveria muito mais gastos para ele", diz Décio Gazzoni, membro do CESB que trabalha na Embrapa Soja.

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