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Energia elétrica mais barata chega aos suinocultores

Seis meses após anunciar que iria estender aos suínocultores mesmo benefício dado aos avicultores paranaenses, que têm desconto no uso da energia elétrica durante a noite, o o governo estadual inaugurou, na semana passada em Toledo (Oeste), a primeira ligação elétrica beneficiada pelo Programa Suinocultura Noturna (PSN). O programa oferece redução de até 70% na tarifa de energia elétrica consumida entre 21h30 e 6 horas da manhã. Avicultores e usuários de equipamentos de irrigação já recebiam o incentivo.

Para participar do programa, os produtores deverão se cadastrar no Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), que encaminhará a documentação à Companhia Paranaense de Energia (Copel). O custo do sistema de medição e as adequações necessárias são de responsabilidade dos produtores rurais.

Estima-se que cerca de 2.500 suinocultores, principalmente de granjas pequenas, podem ser beneficiados pelo programa no estado. Entre os principais serviços que podem ser realizados à noite, estão o funcionamento da fábrica de ração e o bombeamento de dejetos, além do aquecimento elétrico para os suínos.

"Tudo o que vem para baixar o custo é uma iniciativa importante", defende o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, José Luiz Vicente da Silva. Para o coordenador técnico do PSN, Renato Viana Gonçalves, esse estímulo à produção ajudará a suinocultura a enfrentar o mercado com mais competitividade.

A crise internacional e os problemas causados pela nova gripe tiveram impacto negativo no desempenho do setor. O presidente do Sindicato de Indústria de Carnes e Derivados (Sindicarne), Péricles Salazar afirma que "o nome (gripe suína) trouxe um desgaste muito grande para toda a cadeia produtiva, o que ajudou a reduzir o consumo da carne suína". Já Silva enfatiza que "o momento é de estabilização".

Quarto no ranking nacional de exportação, o Paraná aumentou suas vendas externas de carne suína em 2009. Entre janeiro e agosto, o estado embarcou 32,7 mil toneladas, contra 21,2 mil toneladas em igual período de 2008. O salto foi de 54,3%, acima da média nacional. Nos oito primeiros meses de 2009, o Brasil exportou 3,8% mais. Em receita, as exportações paranaense de carne suína aumentaram 23,2% até agosto. Foram US$ 61 milhões nos oito primeiros meses de 2009, ante US$ 49,5 milhões entre janeiro e agosto do ano anterior.

Não por acaso, o Paraná também aumentou em 10,9% o abate de suínos neste ano. O número de cabeças abatidas passou de 2,564 mil no primeiro semestre de 2008 para 2,843 mil em 2009. "A suinocultura está se recuperando de um baque", conclui Ana Paula Brenner Busch, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual da Agri­­cultura e do Abastecimento (Seab). O preço médio recebido pelo produtor paranaense, contudo, ainda está aquém do desejado. Caiu de R$ 2,03 no ano passado para R$ 1,51 o quilo neste ano, um recuo de 25,6%. "O produtor está recebendo o preço abaixo do custo", enfatiza Salazar.

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