A falta de assistência técnica é um dos principais gargalos para a expansão da produção agropecuária do Paraná. O Censo Agropecuário revelou que, em 2006, mais de metade dos produtores rurais do estado não tinham apoio técnico para desenvolver suas atividades. Dos 307 mil estabelecimentos rurais paranaenses, apenas 44% (163 mil) recebiam orientação técnica. Desses, 55% (89 mil) tinham a produção acompanhada regularmente por um profissional qualificado enquanto os demais 45% (74 mil) contavam com serviços de assistência técnica apenas ocasionalmente. Nas demais 207 mil propriedades rurais paranaenses (56%), as atividades desenvolvidas dentro da porteira em 2006 não contaram com o auxílio de um profissional qualificado. Apesar de ficar acima da média nacional no Brasil 78% dos estabelecimentos rurais não recebem nenhum tipo de orientação técnica , o índice do Paraná mostra que a agropecuária do estado ainda tem muito a evoluir e se profissionalizar.
Conforme o estudo, o acesso à assitência técnica está diretamente relacionado ao grau de instrução da pessoa responsável pela propriedade. Em 2006, no Paraná, entre os agricultores que sequer iniciaram o ensino fundamental, apenas 24% recebiam tais conhecimentos. Entre aqueles com ensino fundamental, completo ou não, o índice era de 44%. Quando considerados os produtores com ensino médio (completo ou incompleto), esse porcentual era de 65%. Já entre os agricultores com nível superior, a assistência técnica alcançou 100% das unidades.
Entre os produtores paranaenses que contavam com algum tipo de assitência técnica em 2006, apenas 20% procuraram auxílio oficial, dos governos federal, estadual ou municipal. A maior parte deles recorreu a cooperativas (36%) ou empresas integradoras (17%) para obter orientação. Empresas privadas de planejamento foram a opção de 11%. Os outros 13% com qualificação profissional (agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas) tinham orientação técnica dentro da própria fazenda.



