Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
piracema

Pescadores de lambari começam a ser multados na próxima semana

Instituto Ambiental do Paraná vai mobilizar força-tarefa para verificar o cumprimento do período de defeso para reprodução de peixes nativos. Multa é de R$ 700 por pescador e R$ 20 por quilo de peixe pescado

Lambari e outras espécies nativas estão protegidas da pesca até dia 28 de fevereiro de 2018 | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Lambari e outras espécies nativas estão protegidas da pesca até dia 28 de fevereiro de 2018 (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Pescadores de peixes nativos de rios e lagos do Paraná – como lambari, dourado, bagre, curimbatá, jaú e pintado – estão na mira do Instituto Ambiental que começa na semana que vem a fiscalizar o cumprimento da proibição da pesca durante a piracema, época de reprodução dos peixes entre 1º de novembro e 28 de fevereiro. O período de defeso acontece no país inteiro e é fiscalizado pelo Ibama e pelos órgãos ambientais de cada estado.

“Concedemos um tempo para as pessoas assimilarem a portaria e agora vamos fazer a fiscalização, estamos preparando várias forças-tarefa para isso. Os pescadores profissionais são mais conscientes sobre a piracema. Quem dá mais trabalho é o pescador amador, aquele que vai pescar uma vez ou outra na barranca do rio. Para esses, a fiscalização tem de ser contínua”, avisa José Antonio Faria Brito, diretor de Proteção e Emergências Ambientais do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Brito diz que o instituto conta com denúncias da população tornar a fiscalização mais efetiva.

Durante a piracema, a pesca está liberada apenas para as espécies consideradas exóticas, ou seja, que foram introduzidas no meio ambiente pelo ser humano, como o bagre-africano, tilápia, apaiari, black-bass, carpa e corvina. Também estão permitidos os campeonatos e gincanas de pesca em águas continentais, desde que o peixe capturado seja devolvido às águas.

“No caso da pesca de espécies exóticas, há uma contribuição com o meio ambiente, pois elas são invasoras, não possuem predadores naturais e acabam por destruir a fauna nativa”, observa o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

Além da pesca, o transporte e a comercialização também serão fiscalizados. Peixarias e supermercados só poderão vender espécies nativas cujos estoques foram declarados nos escritórios regionais do IAP até o terceiro dia útil do início da piracema.

Multas

Quem for flagrado pescando em desacordo com as restrições será enquadrado na lei de crimes ambientais. A multa é de aproximadamente R$ 700 por pescador e mais de R$ 20 por quilo de peixe pescado. Além disso, os materiais de pesca como varas, redes e embarcações poderão ser apreendidos pelos fiscais. A pesca no período de defeso está regulamentada pela Instrução Normativa 25/2009 do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama) e pela portaria do 206/2016 do IAP.

No Paraná, a atenção dos fiscais está voltada, principalmente, para as bacias dos rios Paranapanema e Paraná, no Norte e Noroeste do estado, onde a pesca é mais intensa. A fiscalização visitará também a represa do Passaúna, rios e lagos da região de Curitiba. No litoral, as restrições são para a pesca subaquática e o caceio, modalidade feita por barcos não motorizados próximo da costa. “Quem pegar robalo será multado também”, avisa José Faria Brito.

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.