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economia

PIB agropecuário cai 2% no segundo trimestre puxado por perdas na produção de grãos

O setor também foi pressionado para baixo principalmente pela queda internacional dos preços das commodities e pelo câmbio menos atrativo

Para o IBGE, a queda no PIB se deve pela redução dos índices de produtividade das principais culturas agrícolas devido aos problemas climáticos durante a safra de verão | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Para o IBGE, a queda no PIB se deve pela redução dos índices de produtividade das principais culturas agrícolas devido aos problemas climáticos durante a safra de verão (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária teve uma queda de 2% no segundo trimestre deste ano em relação ao primeiro. Na comparação com o segundo trimestre de 2015, o recuo foi de 3,1%. Apesar da queda, no acumulado dos seis primeiros meses do ano, a atividade agropecuária registrou uma retração de 3,4%, abaixo dos 4,6% de redução no PIB total do Brasil. O valor do PIB agropecuário atingiu R$ 90,76 bilhões ao final de junho.

Na avaliação do IBGE, a queda na atividade agropecuária se deve pela redução dos índices de produtividade das principais culturas agrícolas devido aos problemas climáticos durante a safra de verão. Algumas áreas foram seriamente afetadas, em especial aquelas dos Cerrados do Centro-Oeste e Centro Nordeste. O milho teve uma perda de 20,5%, seguido pelo arroz (-14,7%), algodão (-11,9%), feijão (-9,1%) e soja (-0,9%).

No primeiro levantamento da safra 2015/16, divulgado em outubro de 2015, a previsão de produção era de 213,4 milhões de toneladas, mas os últimos dados apontam para uma safra de 188,1 milhões de toneladas, redução de 11,9%. A soja tinha uma estimativa inicial de 101,9 milhões de toneladas, mas com os problemas climáticos a produção caiu para 95,4 milhões. O cereal iniciou a safra com uma expectativa de atingir 83,6 milhões de toneladas, mas os produtores devem colher 68,5 milhões na safra 2015/16.

Para o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, o setor foi pressionado para baixo principalmente pela queda internacional dos preços das commodities e pelo câmbio menos atrativo. “Houve um tombo no câmbio que não estimulou (o setor)”, destacou, referindo-se à depreciação do dólar. Para ele, a eventual concretização de medidas econômicas pelo governo de Michel Temer deve dar mais estabilidade ao setor no restante do ano.

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