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Fórum de Agricultura

Fórum da América do Sul põe Cartas na Mesa

Debates sobre 15 temas – nos dias 21 e 22, em Foz do Iguaçu – vão mostrar por que e até que ponto o mercado global desafia o setor produtivo sul-americano a ampliar agricultura e pecuária

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A estimativa de que existem 70 milhões de hectares de terras disponíveis na América do Sul e a projeção de que o consumo de alimentos terá crescimento contínuo até 2050 não autorizam uma expansão descontrolada da agropecuária. Com 15 temas distribuídos em conferências e paineis, o 1º Fórum de Agricultura da América do Sul – que reúne representantes de seis países da região nos dias 21 e 22 em Foz do Iguaçu – vai mostrar até que ponto há mercado para o aumento da produção de soja, milho, sorgo, trigo, carnes e leite.

Os representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai começam a chegar amanhã em Foz. Até sexta-feira, haverá conferências coletivas e até quatro discussões paralelas simultâneas, num encontro inédito realizado pelo Conselho Agropecuário do Sul (CAS) e pelo Agronegócio Gazeta do Povo.

Representantes dos seis países que integram o CAS reúnem-se para estabelecer parâmetros ao desenvolvimento do agronegócio da região, que alcança participação cada vez maior no mercado global. O evento busca ainda oferecer subsídios para o planejamento conjunto de médio e longo prazo.

Trata-se do primeiro evento da região organizado com a proposta de avaliar o mercado mundial sob uma perspectiva sul-americana. Além de traçar o potencial da região do CAS, o Fórum tenta inserir a América no Sul nas discussões que definem as políticas agrícolas e comerciais do mercado globalizado. Devem participar os ministros da Agricultura de cada país, bem como autoridades e analistas que acompanham o crescimento do consumo global por alimentos.

A produção de soja, milho e trigo da região deu um salto de 121% nos últimos dez anos (2002/03 a 2012/13). Essa proporção é quatro vezes maior que a média mundial. Em 2013/14, os países que integram o CAS devem suprir dois terços da demanda mundial do complexo soja (grão, óleo e farelo) e um terço do comércio internacional de milho.

As discussões sobre produção, biotecnologia e sustentabilidade, entre outros temas, vêm à tona no momento em que a América do Sul planta sua maior safra de soja da história. O Brasil, atual líder nas exportações da oleaginosa, espera colheita 10% maior que a da última temporada. A expectativa é que a produção passe de 82 milhões para 90 milhões de toneladas, volume que pode elevar a safra nacional de grãos a 200 milhões de toneladas.

A produção de alimentos terá de crescer 60% até 2050, para atender a uma população de 7 bilhões de habitantes com poder de consumo maior que o atual. Ao mesmo tempo em que lança essas projeções, a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) aponta a América do Sul como a região que mais tem condições de atender a esse consumo e equilibrar preços e impactos ambientais. Os 70 milhões de hectares disponíveis, concentrados no Brasil, permitem expansão das lavouras também no Chaco, da Argentina ao Paraguai, e em pastagens subaproveitadas, do Paraguai à Bolívia.

Serviço

O 1º Fórum de Agricultura da América do Sul será realizado no Hotel Bourbon Cataratas, em Foz do Iguaçu, nos dias 21 e 22 de novembro. As inscrições podem ser feitas no site www.agrooutlook.com e no local do evento.

Ao vivo

O Agronegócio Gazeta do Povo vai transmitir entrevistas com participantes do 1º Fórum de Agricultura da América do Sul pelo site www.agrogp.com.br.

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