Com preço baixo, mandioca castiga trabalhadores e indústria
Por José Rocher, enviado especial
NAVIRAÍ (MS)
15/10/2015 às 17:17
Derivada da raiz, a fécula de mandioca é o amido separado da massa, que é considerada resíduo e acaba sendo utilizada como adubo das próprias lavouras. (Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo)
Em viagem por Mato Grosso do Sul, Expedição Agricultura Familiar acompanhou colheita e produção de fécula.
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A produção de mandioca avançou em tecnologia e permite colheita durante todo o ano em Mato Grosso do Sul, mas cotações estão pela metade do ponto de equilíbrio, conforme o setor.
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O trabalho nas lavouras é pesado e quem colhe recebe R$ 12,5 por saca de 500 quilos. Cada trabalhador enche quatro ou cinco sacas, ou seja, recebe perto de R$ 55 ao dia.
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O corte da mandioca pode ocorrer no primeiro ou no segundo ano. Os produtores determinam o prazo a partir dos preços, da necessidade de pagar contas e da variedade semeada.
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A mão de obra para colheita da mandioca está cada vez mais escassa. É disputada por outras indústrias como a da cana-de-açúcar e a da carne de frango, bem como pela construção civil.
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Família inteira vive da mandiocultura no Mato Grosso do Sul. Patriarca Vanildo Lopes traz até as crianças Davi e Gabrielly para vivência no campo.
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O plantio da mandioca foi reduzido drasticamente neste ano, devido a uma forte queda nos preços ao produtor. A tonelada vale pouco mais de R$ 100. Já foi cotada a mais de R$ 400 e, para os produtores, deveria estar perto de R$ 200.
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Produção segue direto do campo para a indústria para o processamento.
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Os caminhões chegam carregados e são tombados para que as raízes entrem no sistema de processamento.
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A Copasul investiu em estrutura moderna que exige menos mão de obra e oferece fécula de melhor qualidade para indústria de alimentos e de produtos “técnicos” como colas e gomas.
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A fecularia da cooperativa Copasul, em Naviraí, emprega 85 pessoas e processa cerca de 450 toneladas de mandioca por dia.
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Em época de preços baixos, a fecularia da Copasul mantém estoque de 5 mil toneladas. Redução de plantio de mandioca na região ainda não diminuiu ritmo do processamento.