Imagens do percurso revelam que agronegócio revê estrutura e métodos de produção de Cruz Alta (RS) a Abelardo Luz (SC)
Por José Rocher
03/02/2013 às 07:25
Aves habitam lagoas usadas na irrigação do milho na região de Cruz Alta (RS) são habitadas. O Rio Grande do Sul tenta ampliar as áreas irrigadas, mas projetos para áreas de menos de 50 hectares ainda são considerados inviáveis. (Foto: Christian Rizzi/gazeta Do Povo)
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Verde, amarelo e azul formado por uma lavoura de soja, uma área de milho que acaba de ser colhida para silagem e o céu de um dia ensolarado em Ibirubá (RS). Secas frequentes tornam produção de grãos insuficiente para manter famílias de pequenos produtores no campo. Silagem é usada para alimentar gado de leite, que dá um limite ao êxodo rural.
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O produtor Roberto Durigon espera há um ano autorização para instalar sistema de irrigação em Cruz Alta. Demora na avaliação dos projetos pelos órgãos ambientais é apontada como um dos principais entraves para investimentos que aproveitam água de rios e barragens.
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Ferrovias gaúchas usadas no escoamento de grãos levam cargas para Cruz Alta (RS), de onde a produção segue para o Porto de Rio Grande. Percurso demora três dias por estradas antigas e sinuosas e atende grandes exportadores. Produção de regiões importantes como a de Passo Fundo depende de caminhões.
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Viagem segue nesta semana pelo Paraná. Na foto, o jornalista José Rocher e os agrônomos Fábio Ruas Pereira (Caixa Econômica Federal), José Hess (Faep) e Ramiro de Castilho (UPL)
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Depois do milho, áreas irrigadas recebem feijão. O preço das terras subiu tanto no Rio Grande do Sul que o cultivo de três safras anuais está se tornando regra. E só irrigação garante boa produção o ano todo.
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Os agrônomos José Hess (Faep), Alexandre Sicchieri (UPL), o jornalista José Rocher (Gazeta do Povo) e o administrador Gustavo Trentini (Seara). Produção e logística do Rio Grande do Sul atraem investimentos.
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Uma leiteria com 20 vacas fatura cerca de R$ 15 mil ao mês em Ibirubá. Atividade torna propriedades de menos de 50 hectares lucrativas e dá tanto trabalho quanto o cultivo de grãos nessas áreas.
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Em Abelardo Luz (Oeste de SC), o produtor Anildo Fioreze escolhe feijão para consumo próprio. “A bóia está garantida”, disse à Expedição, cercado por lavouras de soja que esperavam chuvas na última semana.
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Cooperativa C. Vale prepara estrutura de recebimento de sementes do Oeste de Santa Catarina, que atendem produtores no estado, no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no Paraguai.
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Em Xanxerê, o produtor Valmor Fabiane, cooperado da Lar, espera colher 70 sacas de soja por hectare. Ele volta neste ano à corrida para elevar a produtividade do grão. Duas safras atrás, alcançou 69 sc/ha, mas no ano passado registrou apenas 29 sc/ha, devido à falta de chuva.
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No percurso por RS e SC, a Expedição verificou que a região que mais sofreu com falta de chuva em janeiro foi a de Campos Novos, onde houve replantio e há lavouras debilitadas. O município terá chuvas regulares na próxima semana, conforme as previsões meteorológicas.
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O jornalista Christian Rizzi fotografa o agricultor Sidnei Langaro, em Passo Fundo (RS). Segundo o produtor, safra teve alto investimento na região, numa tentativa de o setor elevar a produtividade e ampliar o rendimento de uma safra de preços elevados.
A produção brasileira de grãos se estruturou primeiro no Sul, mas Rio Grande do Sul e Santa Catarina ainda enfrentam problemas no campo e no escoamento, apurou a Expedição Safra. Veja sequência de fotos que mostra desafios da região, que se revelam no cenário inconfundível do Sul agrícola.