há vagas

Nova Zelândia libera contratação de turistas para colher supersafra de kiwi

Decreto do governo abre as portas aos estrangeiros diante da falta crônica de mão de obra que pode resultar em toneladas de frutas apodrecendo no campo

Arquivo/Gazeta do Povo País da Oceania vai colher safra 19% maior neste ano | Arquivo/Gazeta do Povo

País da Oceania vai colher safra 19% maior neste ano

  • Da redação

O governo da Nova Zelândia decretou falta crônica de mão de obra na principal região produtora de Kiwi do país, numa medida emergencial para tentar atrair turistas ao trabalho de colheita.

O decreto do Ministério do Desenvolvimento Social neozelandês facilita a conversão dos vistos de turismo para de trabalho no período de pico da safra, entre 7 de maio e 8 de junho. Agricultores da região de Bay of Plenty alertaram que precisam de pelo menos mais 1.200 trabalhadores para evitar que as frutas apodreçam no campo, após uma safra recorde.

É a primeira vez, em dez anos, que o governo baixa um decreto para enfrentar o déficit de mão de obra na região. Segundo o representante do Ministério, Mike Bryant, o quadro se agravou devido à combinação da safra recorde de kiwi com uma menor presença de estudantes internacionais e baixos índices de desemprego. O volume da produção também cresceu em função de um maior controle da doença PSA, conhecida como cancro bacteriano do kiwi.

“Após a quebra causada pela PSA, a produção vem crescendo continuamente e continuará a crescer. Até agora, um terço da safra deste ano foi colhida e encaixotada. No entanto, estamos entrando na fase mais aguda e precisamos de muita gente para ajudar com o trabalho”, disse Bryant.

A previsão é que a Nova Zelândia deve colher 142 milhões de caixas de kiwi neste ano, 19% a mais do que as 120 milhões de caixas da safra anterior. A variedade SunGold, que ocupa 44% da área plantada, tem uma curta janela de colheita e exige intensa utilização de mão de obra.

“Há uma enorme demanda para colheita manual e para ajudar no empacotamento. Ao reconhecermos oficialmente a falta de mão de obra, pessoas do exterior com vistos de turista poderão preencher formulários para trabalhar nos campos”, acrescentou Bryant.

Segundo o jornal inglês The Guardian, há 6.000 desempregados na região de Bay of Plenty que poderiam muito bem dar conta das 1.200 vagas para colheita. No entanto, como o trabalho é pesado e paga salário mínimo de NZ$ 16,50 a hora (cerca de R$ 41,00), muitos neozelandeses não se dispõem a sair de casa, incluindo aqueles que recebem benefícios sociais do governo. Diante da previsão de novas safras recordes, o setor privado e o governo discutem como melhorar as relações de trabalho, tornando a tarefa da colheita mais atrativa para os moradores locais.

Mais informações sobre o processo de conversão do visto de turista na Nova Zelândia em visto de trabalho, por até seis semanas, estão no seguinte link, em inglês:

https://www.immigration.govt.nz/about-us/media-centre/news-notifications/seasonal-labour-shortage-declared-across-the-bay-of-plenty-region

Siga o Agronegócio Gazeta do Povo

Assista agora

VOLTAR AO TOPO

NOTÍCIAS POR CULTURA