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Pecuária

Rússia embarga 11 frigoríficos brasileiros; mercado tenta abertura da Arábia Saudita

Sanções externas seguem influenciando mercado brasileiro de carne bovina. | Henry Milla©o / Gazeta Do Povo
Sanções externas seguem influenciando mercado brasileiro de carne bovina. (Foto: Henry Milla©o / Gazeta Do Povo)

O mercado de proteína animal recebeu uma notícia negativa e outra positiva para o setor nesta quarta-feira (27). O governo da Rússia anunciou embargo temporário as importações de carne suína e bovina oriunda de 11 frigoríficos brasileiros a partir do mês de junho. Por outro lado, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) informou que está praticamente sacramentado um acordo para a reabertura das exportações para a Arábia Saudita.

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Bloqueio russo

O embargo russo foi confirmado pelo Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária do país, o Rosselkhoznadzor. A decisão teria sido tomada após uma inspeção realizada por fiscais internacionais em frigoríficos brasileiros no mês de março. As violações descobertas apresentam um significativo grau de risco, disse o órgão em comunicado. Os russos enviaram às autoridades brasileiras um relato sobre os resultados das inspeções e aguardam comentários no prazo de dois meses.

Os embarques incluíram nove unidades de abate de bovinos: três da Marfrig (duas em São Paulo e uma em Mato Grosso do Sul), duas da JBS (em Minas Gerais e Goiás), uma da Minerva (em Mato Grosso), uma do Frigorífico Silva (RS), uma da Mato Grosso Bovinos (MT) e uma da Nortão Alimentos (MT). Além do embargo às dez unidades, a proibição de importação de produtos de duas fábricas verificadas foi mantida. De suínos, foram embargadas uma unidade da BRF, em Goiás, e uma do Frigoestrela, em São Paulo

A Rússia foi o segundo maior importador de carne bovina do Brasil em 2014 e o maior comprador de carne suína. As maiores companhias que sofreram restrições têm condições de redirecionar as exportações para outras unidades ainda habilitadas. O país ainda possui 28 plantas de bovinos habilitadas pela Rússia, o que faz a Abiec minimizar o problema. "Não tem problema comercial nenhum... Não posso [exportar] por aqui, vou mandar por ali. Nossa capilaridade é muito grande", disse o presidente da associação, Antonio Camardelli.

Abertura árabe

A Abiec também informou que Arábia Saudita deverá liberar no fim do mês de julho a importação de carne bovina brasileira, embargada desde 2012. Uma última visita de técnicos sauditas a frigoríficos brasileiros está agendada para 1º de junho.

"Após o Ramadã deveremos receber a autorização para exportar. Com isso, se recompõe o quadro [de destinos de exportação] de 2012", detalhou Camardelli. O Ramadã é o mês sagrado dos muçulmanos, que em 2015 cai entre 18 de junho e 17 de julho.

Camardelli avalia que a liberação da Arábia Saudita é importante porque pode influenciar a decisão de importação de outros países do Oriente Médio.

A Arábia Saudita foi um dos países que embargaram as compras de carne bovina no fim de 2012, após o registro de um caso atípico de mal da vaca louca no Brasil. Naquele ano, a Arábia Saudita foi o oitavo principal importador do produto brasileiro, com aquisições de quase 36 mil toneladas.

No início deste mês, a China liberou as oito primeiras unidades brasileira de abate de bovinos, após também ter embargado as compras em 2012.

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