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Novo Escândalo

Veja quais são os frigoríficos e laticínios investigados na Operação Lucas

Operação da Polícia Federal investiga servidores do Ministério da Agricultura e pelo menos sete frigoríficos e lacticínios em quatro estados: Tocantins, Pará, São Paulo e Pernambuco

Jonathan Campos/Jonathan Campos Operação Lucas da Polícia Federal investiga frigoríficos e laticínios suspeitos de fornecer propinas a servidores  Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) . | Jonathan Campos/Jonathan Campos

Operação Lucas da Polícia Federal investiga frigoríficos e laticínios suspeitos de fornecer propinas a servidores Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) .

  • Da Redação

Texto publicado na edição impressa de 17 de maio de 2017

Uma nova operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (16), no Tocantins, está investigando pelo menos sete frigoríficos e empresas de laticínios suspeitos de fornecerem propina a servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Batizada de “Operação Lucas”, a primeira fase tem como alvo principal a ex-superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no estado, Adriana Carla Floresta Feitosa.

“A chefe de fiscalização do Mapa recebia valores indevidos por parte de frigoríficos e laticínios com objetivo de facilitar, adiantar ou atrasar interesses das empresas perante administração pública, que deveria fazer a fiscalização desse setor”, informa o superintendente regional da PF no Tocantins Arcelino Vieira Damasceno.

Ao todo, foram expedidos 62 mandados judiciais, incluindo dez mandados de prisão temporária - incluindo contra Feitosa, seu marido e outras -, 16 de condução coercitiva e 36 de busca e apreensão. Cerca de 120 policiais participam da operação nos estados de Tocantins, Pará, São Paulo e Pernambuco.

Sem relação com saúde pública

Segundo ele, o foco da investigação não está relacionado a problemas de saúde pública, mas sim à corrupção. Julio Mitsuo Fugik, delegado regional de combate ao crime organizado da PF no Tocantins, garante que todos os mandados de prisão foram cumpridos.

Damasceno explica que a servidora do Ministério da Agricultura e seus familiares recebiam valores em diferentes contas bancárias das organizações envolvidas no escândalo. “Há a suspeita de que pagamentos de boletos para despesas pessoais, inclusive de faculdade para os filhos”, diz Damasceno.

Conforme informações da Polícia Federal, foram bloqueadas contas bancárias e decretada a indisponibilidade de R$ 2,2 milhões da família Adriana Feitosa. Durante o período de 2010 a 2016, mais de R$ 13 milhões foram movimentados pelo núcleo familiar da principal investigada.

Outro lado

Citadas na operação, a empresa Frango Norte informou que ainda devem emitir um comunicado à imprensa. Na Laticínio Palac, de Colinas do Tocantins, ninguém foi encontrado até o momento para falar sobre o assunto - apenas foi informado que recentemente a razão social foi alterada para Lactivida.

A Minerva Foods, que tem um frigorífico em Araguaína (TO), se manifestou por meio de nota: “Em relação à operação da Polícia Federal batizada de Lucas, a Minerva Foods informa que está sempre colaborando com as autoridades para a investigação envolvendo servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A Companhia reforça que segue rígidas normas de governança corporativa e que cumpre toda a legislação aplicável em suas operações, adotando rigorosos padrões de qualidade e segurança”.

A Masterboi informou, em nota, “que ficou surpresa com as notícias divulgadas a partir da deflagração da Operação Lucas, que está sendo desenvolvida pela Polícia Federal, e que ainda está tomando conhecimento sobre os detalhes da ação”. A empresa diz ainda que “em seus 16 anos de existência, sempre pautou suas atividades no respeito à legislação e aos seus consumidores, repudiando qualquer tipo de ato ilícito”.  O documento cita que a Masterboi “reafirma esse compromisso e se coloca à disposição da Justiça para esclarecer todos os fatos.”

A reportagem aguarda posicionamento das empresas.

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