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Lançamento

Luxo a 300 km/h

F-Type Coupé chega ao Brasil em três versões, a partir de R$ 426,3 mil. Versão topo de linha tem um V8 de 550 cv

 | Marcos Camargo
(Foto: Marcos Camargo)
Cockpit remete a um avião de caça. Tela no console possibilita configurar o carro |

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Cockpit remete a um avião de caça. Tela no console possibilita configurar o carro

O disco de freio de carbono cerâmica é opcional e traz pastilhas em amarelo (foto à esq.). Bancos com ajustes elétricos e do tipo esportivo |

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O disco de freio de carbono cerâmica é opcional e traz pastilhas em amarelo (foto à esq.). Bancos com ajustes elétricos e do tipo esportivo

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Ícone na década de 1960, E-Type serviu de inspiração para o projeto do F-Type |

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Ícone na década de 1960, E-Type serviu de inspiração para o projeto do F-Type

Quando foi apresentado ao mundo em 1961, o Jaguar E-Type causou um furor no mercado por trazer o visual de um carro de corrida vestido de luxo e sofisticação. Arrancou elogios até de Enzo Ferrari, criador da mítica marca italiana, que o definiu como o "carro mais bonito já feito". O modelo foi aposentado em 1974, deixando um vazio que a fabricante inglesa não conseguiu preencher com outro esportivo de mesmo apelo. Até que no fim da década passada, o desempenho em alto luxo foi resgatado pela indiana Tata Motors, que adquiriu da Ford em 2008 o controle da Jaguar. Em 2013, surgiu o F-Type, uma releitura do ícone E-Type que evidencia essa nova filosofia. Ele chegou primeiro em versão conversível e agora ganhou no mercado brasileiro a configuração cupê.

O F-Type Coupé estreia por aqui quase que simultaneamente ao seu lançamento mundial, ocorrido em abril. Ele está disponível em três versões: duas equipadas com motor V6, de 340 cv e 45,8kgfm, ou 380 cv e 46,9kgfm de torque; e a outra, inédita, um V8 de 550 cv e 69,3kgfm – 55 cv mais potente que o Cabrio. Os preços começam em R$ 426,3 mil, na versão V6. Na V6 S (380 cv), o valor sobe para R$ 497,7 mil. E na V8 R chega aos R$ 662 mil.

O carro traz alguns detalhes marcantes, como as luzes diurnas que lembram um "J", as maçanetas recolhidas para melhorar a aerodinâmica e ficam visíveis apenas no momento de abrir ou fechar as portas, além do aerofólio traseiro, que é acionado eletronicamente quando se atinge 112 km/h e recolhido abaixo de 80 km/h. Além disso, a carroceria é toda de alumínio e sequer traz parafuso ou ponto de solda. É o mesmo composto do teto fechado, que oferece a opção panorâmica em vidro.

A configuração topo de linha oferece o diferencial eletrônico ativo e a vetorização de torque. O conjunto aciona o freio em escalas reduzidas para forçar as rodas de dentro da curva a manter o traçado e distribui mais torque nas rodas de fora através do diferencial. Em outras palavras, faz com que a experiência de conduzir o F-Type V8 se aproxime ao de guiar um carro de corrida.

Os mais experientes na direção podem ajustar ‘manualmente’ a suspensão, câmbio, direção e motor. A programação é feita por toque na tela fixada no console central. O sistema reúne também outras funcionalidades, como GPS, rádio e, para os viciados em velocidade, monitora a aceleração lateral, exibido em um gráfico de Força G.

Cabine

O desenho do painel de instrumentos e demais comandos foram inspirados em um avião de caça. Sobra elegância na cabine, como nos difusores centrais do ar-condicionado que ficam embutidos quando não estão sendo usados. Os bancos esportivos são em couro, com duas tonalidades, e trazem ajustes elétricos com três opções de memória. Mesmo sendo um esportivo para apenas duas pessoas, o F-Type oferece 407 litros de volume do porta-malas.

O jornalista viajou a convite da Jaguar

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