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A cabine no estilo dual cockpit traz o sistema My Link, com tela de 7 polegadas

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As lanternas em formato quadrangular foram inspiradas no Camaro

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Espaço generoso embutido atrás da tela de multimídia

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Como era antes: A grade frontal bipartida permaneceu na nova geração

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Como era antes: As lanternas com elementos redondos foram trocadas por linhas quadrangulares
O novo Malibu tem sido visto em testes pelas ruas brasileiras e será uma das três novidades que a Chevrolet reserva para 2013 no mercado nacional as outras serão a versão sedã do Onix (chamada de Prisma) e o jipinho Trax (aqui atenderá por Tracker). A reportagem teve a oportunidade de andar no carro durante o Salão do Automóvel de Detroit (EUA), que encerrou há duas semanas. E conferiu que, além do visual redesenhado, o sedã médio-grande ganhou um banho de rejuvenescimento no interior e incorporou mais tecnologia.
Mesmo com as mudanças, o ar conservador foi mantido. Fato que gerou críticas no mercado norte-americano. Por isso, o chefão da GM, Dan Akerson, confirmou uma reestilização para o fim deste ano, com alterações na dianteira.
Por sinal, o carro chama mais atenção indo do que vindo. A traseira, com linhas que a deixaram mais robusta, recebeu um novo desenho das lanternas em formato quadrangular, que lembra as do Camaro. O resultado ficou interessante, afinal a lanterna anterior, com elementos redondos e um estranho prolongamento sobre a tampa do porta-malas, era de torcer o nariz.
Na frente, a grade do radiador continua dividida em duas, como manda a nova identidade da Chevrolet, mas um pouco mais estreita na parte inferior. Os faróis estão mais alongados.
Conectividade
A cabine no estilo dual cockpit está mais moderna, com forrações de couro sintético e materiais emborrachados em vez da profusão de plástico da geração anterior. O sistema de entretenimento evoluiu. No lugar do toca-CDs de antes foi colocado um sistema com tela retrátil de 7" sensível ao toque, que esconde um generoso porta-objetos. Por ali, o dono do Malibu entra na era da conectividade, com o sistema My Link. Só isso já faz o sedã parecer bem mais jovial.
No volante há controle do rádio, do computador de bordo, entre outras funções, e permite a troca manual de marchas. A posição do seletor de mudança que não ajuda muito: fica em cima da manopla, o que exige malabarismo com o braço para acioná-lo.
As portas e o painel têm detalhes imitando madeira, novamente para não fugir ao conservadorismo. A versão avaliada, a LT (intermediária), estava equipada com câmera de ré, opcional nessa configuração nos EUA. O ar-condicionado era dual zone e havia entrada para USB. Oferecia ainda sistema de alerta de colisão (que apita e emite sinal de luz quando o carro da frente diminui muito a velocidade), controle de estabilidade e assistente de frenagem de urgência, que aplica força completa do freio, dez airbags, entre outros itens.
Motor
O Malibu virá em versão única, provavelmente a top LTZ (nos EUA há oito configurações). A opção de motor deverá ser ou a 2.4, de 178 cv, que equipa o sedã na Coreia do Sul, ou a 2.0, de 200 cv, testada por nós. Nos EUA também há um bloco 2.0 turbo, de 262 cv. Este propulsor seria o mais adequado, uma vez que o Fusion chegou na versão turbo (240 cv) e ganhará uma 2.5 flex, por R$ 90 mil.
Sem contar que o rival também deu um salto de qualidade. E, por ser produzido nos EUA, o novo Chevrolet tem carga tributária maior que o Ford, mexicano. Se vier da Coreia, o Malibu deverá desembarcar na faixa dos R$ 110 mil. Já dos EUA, bem acima disso.
O jornalista viajou a convite da Anfavea
Malibu



