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Comparativo

O eterno duelo entre Toyota Corolla e Honda Civic em 9 verdades e 1 mentira 

Sedãs médios travam uma disputa acirrada para saber qual é a melhor entrega para o consumidor. Entramos na brincadeira das redes sociais para apimentar a duelo 

    • Ali Studio
    • 08/05/2017 15:35
    Toyota Corolla e Honda Civic travam um duelo pela preferência do consumidor de sedãs médios no Brasil. | Bruno Guerreiro/ Ali Studio
    Toyota Corolla e Honda Civic travam um duelo pela preferência do consumidor de sedãs médios no Brasil.| Foto: Bruno Guerreiro/ Ali Studio

    Toyota reforçou recentemente o time que está ganhando. Líder absoluto do segmento nos últimos três anos, o Corolla ganhou no Brasil uma reestilização para tentar manter a hegemonia. Só que o arrojado Honda Civic é um adversário de peso. 

    Fizemos um comparativo entre as versões mais procuradas dos dois modelos: o Corolla XEi e o Civic EXL. Quem leva essa briga? 

    Antes de pontuar o comparativo, resolvemos entrar na brincadeira que tomou conta das redes sociais nos últimos dias: 9 verdades e 1 mentira. Leia os fatos e lembre-se que apenas um é mentira!

    1. A versão XEi do Corolla é a mais procurada nas lojas.
    2. O Corolla perdeu a liderança três vezes entre 2007 e 2016. De 2007 para cá, mais de 600 mil unidades do Corolla foram emplacadas – contra pouco mais de 400 mil do Civic.
    3. Na última década, o Civic vendeu mais que o Corolla somente em três ocasiões: 2007, 2008 e 2013.
    4. O Honda Civic EXL passa dos R$ 100 mil.
    5. No ano passado, o Toyota dominou o segmento com 44,2% de participação e foi o 5.º veículo mais vendido do Brasil entre todas as categorias.
    6. A cada 15 segundos um Corolla sai do forno no mundo. Ao todo, 16 fábricas produzem o carro.
    7. Rodas 17”, motor 2.0 flex e câmbio CVT são similaridades entre os atuais Corolla XEi e Civic EXL.
    8. Toyota é apelidado de “Vovôrolla” no Brasil.
    9. Corolla vence o comparativo a seguir.
    10. Além de constatar qual é o fato que tem a perna curta, nas próximas linhas você verá o que o 'cinquentão' Corolla fez para tentar rejuvenescer e os novos itens que ele ganhou. Quer saber se os novos truques são suficientes para vencer a nova geração do Civic? Confira!

    TOYOTA COROLLA

    Bruno Guerreiro

    Toyota Corolla tem muitas qualidades. Não é à toa que ostenta mais de 44 milhões de unidades vendidas globalmente e nem é por acaso figurou entre os cinco automóveis mais emplacados no Brasil em 2016. 

    E o facelift só melhora as coisas. O sedã aplicou botox na face, turbina a lista de equipamentos (sete airbags e controles de estabilidade e tração são de série). 

    LEIA MAIS: Toyota lança o novo Corolla; veja os preços e o que muda no sedã

    Quando foi lançada a linha 2018, a versão XEi (a mais vendida) custava abaixo dos R$ 100 mil, mas a gama recebeu reajuste na semana passada e a configuração pulou para R$ 103.990. O Civic equivalente em equipamentos é o EXL, que custa mais (R$ 105.900).

    LEIA MAIS: Confira os cuidados para que a compra de carro em leilão não seja uma roubada

    Por ser discreta, a reestilização não atiçou a curiosidade de quem olhava o novo sedã na rua. Mas ela dá um frescor estético ao senhor de 50 anos – principalmente na dianteira. O design continua conservador, é verdade, mas já é alguma coisa. 

    Bruno Guerreiro/ Ali Studio
    Mecânica e conforto apurados

    Outro ponto positivo é o extremo conforto, item muito apreciado por quem compra o três volumes. Nem mesmo a substituição das rodas de 16” por 17” (a partir da configuração XEi) comprometeu a suavidade. 

    O novo tamanho dos calçados exigiu nova calibração da caixa de direção. Só que ela também não altera a leveza ao fazer manobras e a firmeza necessária ao contornar viadutos ou cruzamentos. 

    Bruno Guerreiro

    A parte mecânica não traz novidades. O motor 2.0 flex, inclusive, garante maior desempenho que o 2.0 flex do Civic. As retomadas do Corolla são mais robustas. Nada que o atual ou um futuro proprietário – dos dois modelos, diga-se – esteja preocupado. 

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    Na batalha dos câmbios CVTs com simulação de sete marchas, o Corolla vence. O comportamento da caixa é mais natural que no Civic. As marchas virtuais são mais perceptíveis, sobretudo quando você aciona o motor Sport.

    Você só vai se dar conta de que se trata de um câmbio continuamente variável caso finque o pé no acelerador. Aí não há milagre. A rotação vai às alturas e o som do motor invade a cabine.

    MALAGRINE

    Bruno Guerreiro

    A marca, inclusive, reforçou o isolamento acústico ao adicionar uma camada de borracha no revestimento do painel corta-fogo e colocar feltro nos painéis das portas. E funcionou. Os números de ruído são melhores que os do Civic. 

    De quebra, a Toyota tem sua confiabilidade e o baixo custo de manutenção. Ao final dos 60.000 km, você terá gasto R$ 3.250 com revisões – as manutenções do Civic são mais caras.

    Espaço menor e direção leve

    Até aqui foram só elogios. Vamos aos pontos fracos. O espaço interno é um deles. O Honda é mais largo por dentro (+ 4 cm), tem mais área para os joelhos de quem senta atrás (+ 1 cm) e o porta-malas engole 519 litros – contra 470 l do Toyota. O Corolla também não conseguiria acompanhar o Civic em uma pista.

    A suspensão (independente na dianteira e eixo de torção atrás) consegue dar dinâmica ao sedã até certo ponto. Depois daí ela não segura o modelo em uma tocada mais entusiasmada.

    Bruno Guerreiro

    Bruno Guerreiro

    Somando isso a direção leve, a resultante a que chegamos é de que é melhor só ir visitar os filhos/netos ou ao supermercado.

    O modelo ainda precisa de mais espaço para frear que o Civic. Por fim, o consumo de combustível. A diferença é pouca, mas o Corolla registrou média de 11,5 km/l com etanol no tanque. No Civic foi possível rodar quase 12 km com um litro de etanol no tanque.

    Em 2019, o sedã da Toyota entra na 12.ª geração e adota a moderna arquitetura TNGA. 

    HONDA CIVIC

    Bruno Guerreiro

    São R$ 2 mil extras para levar o sedã da Honda, eu sei. Só que logo nos primeiros segundos dentro do carro você vai perceber que valeu a pena ter gasto um pouco a mais. 

    Antes de falar da cabine, vamos comentar o ousado design da 10.ª geração. Meses após o lançamento, o carro ainda atrai olhares por onde passa. 

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    Os japoneses se desprenderam do estereótipo conservador e arriscaram nas linhas esportivas – principalmente com as lanternas “bumerangue”. Talvez esse seja um dos motivos de vender menos que o rival. Aqueles que ainda procuram carros desse segmento não são habitué de pular de bungee jump, né?

    Quadro de instrumentos moderno 

    Bruno Guerreiro

    Ao entrar no Civic você vai sentir falta do painel de dois andares ao melhor estilo ônibus londrino. Em compensação, há uma tela TFT no centro do cluster. Ela é digital e projeta inúmeras funções, como velocímetro, computador de bordo, conta-giros e mais uma meia dúzia de funções. Melhor que essa você só vai encontrar em Audi. 

    A qualidade, escolhas de materiais e a finalização do interior faz o Honda se tornar uma bela opção de compra. Tudo é pensado na cabine. 

    Bruno Guerreiro

    Quer dizer, quase tudo. A segunda entrada USB (a primeira é no console central) e a HDMI, para espelhamento de smartphones, são escondidas na altura do seu joelho, bem embaixo da tela multimídia. Localizar e acessar ali é complicado.

    Interação ruim no multimídia

    Outro incômodo é a sistema de entrenimento de ambos os carros. Elas têm duas coisas em comum: telas sensíveis ao toque de 7” e interação ruim. O simples trocar a estação do rádio ou até mesmo aumentar/diminuir o volume é difícil. O Toyota Play, do Corolla, que veio da linha Hilux e SW4, consegue ser pior.

    Bruno Guerreiro

    Nos itens de série, as duas versões vêm bem completas. O freio de estacionamento eletrônico e os bancos de couro presentes no Civic EXL são itens que Corolla XEi não traz. O Toyota, por sua vez, vem com sete bolsas de ar desde a versão de entrada – no Honda são seis – e botão de partida. 

    Luzes diurnas, rodas de liga leve de 17”, direção elétrica, chave canivete, câmera de ré e função Eco se fazem presentes nos modelos. O Honda leva vantagem no porta-malas – 519 litros a 470 l. O Civic ainda é mais gostoso de dirigir. 

    Bruno Guerreiro

    A suspensão traseira independente confere uma superioridade dinâmica sobre o Corolla. Em situações que o Civic é exigido, ele tem maior tempo de apoio no chão do que o conjunto de eixo de torção do rival. 

    Desempenho no zero a 100 km/h

    Bruno Guerreiro

    Bom, melhor acabamento, espaço interno, porta-malas, equipamentos e design são alguns quesitos que fazem o Honda Civic vencedor deste comparativo. Porque se fosse pelo desempenho e emoção da dupla 2.0 flex, de 155 cv, e câmbio CVT... No 0 a 100 km/h o Civic leva 10,3 s – o Corolla crava em 10 s. O sedã da Toyota é melhor também em retomadas de velocidade e no isolamento acústico. O Honda freia melhor e bebe ligeiramente menos. 

    O cinquentão Corolla pode vender mais, porém o Civic é um carro melhor. E isso não é nenhuma mentira...

    GANHADOR

    Por ser um carro mais bem acabado, com uma estética que surpreende, boa dose de itens de série e um powertrain satisfatório, o Honda Civic EXL sai vencedor deste comparativo. O Toyota Corolla XEi se aproxima do rival nessa reestilização. Mas a geração 10 do Civic leva pelo conjunto da obra.

    CONCLUSÃO

    No frenesi dos utilitários compactos no Brasil, os dois sedãs resistem e são excelentes compras. Ambos gozam de prestígio, confiabilidade mecânica e o forte pós-venda inerentes às duas fabricantes. O Honda leva a melhor nos detalhes. Mas os dois são boas opções de conforto e equipamentos.

    PONTO A PONTO

    Corolla Civic
    Preço
    10 9
    Preço de revisões (manutenções até 60 mil km) 10 9
    Acabamento 9 10
    Equipamentos de série 10 10
    Seguro no 1.º ano 10 9
    Garantia de fábrica 10 10
    Consumo médio 9 10
    Espaço interno 9 10
    Porta-malas 9 10
    Motor 10 10
    Câmbio 10 9
    Segurança 10 10
    Design 8 10
    Desempenho 10 9
    Multimídia 9 10
    Total (150)
    143 145
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