
A Fórmula 1 é um grande laboratório para os fabricantes automotivos. Da modalidade saem tecnologias aplicadas aos carros de passeio, na busca por melhores desempenho e consumo.
A Renault é uma que aproveita a experiência das pistas. A montadora lança uma nova família de motores, a 1.0 3-cilindros e 1.6 SCe Flex (Smart Control Efficiency), que passará a equipar toda a gama de veículos nacionais da marca.
Começa agora pelo Sandero e Logan e até o fim do mês estará disponível também no Duster e Oroch - apenas no 1.6. Em 2017, chegará aos futuros lançamentos Kwid (1.0) e Captur (1.6).
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A novidade traz o sistema ESM (sigla em inglês para Gerenciamento Inteligente de Energia). Trata-se de um mecanismo vindo da F1 que mantém o motor girando nas desacelerações, auxiliando o alternador a recuperar a energia dissipada, que depois será enviada à bateria.
O processo acontece sem que o carro consuma combustível. Já durante a aceleração, o alternador não precisará ‘roubar’ energia do motor para enviar à bateria.
É mais um ingrediente em prol da eficiência enérgica, que tem ainda a ajuda da direção eletrohidráulica assistida, dos pneus de baixa resistência ao rolamento, do óleo de viscosidade mais baixa e da redução de peso do motor em 20 kg (30 kg no 1.6), graças à adoção do bloco em alumínio.
Esse pacote faz o hatch e o sedã compactos serem até 19% mais econômicos na motorização 1.0 e até 21% na 1.6 em relação à linha anterior.
O propulsor mais forte conta ainda com o sistema stop-start, que desliga o veículo automaticamente em paradas rápidas, como semáforos e cruzamentos. O motor 1.0 tricilíndrico rende 79/82 cv e 10,2/10,5 kgfm (gasolina/etanol), enquanto o 1.6 4-cilindros gera 115/118 cv e 14,5/15,5 kgfm.
Consumo
O Sandero 1.0 recebeu nota A do Inmetro, com médias de 9,5/ 14,2 km/l na cidade e 9,6/ 14,1 km/l na estrada (etanol/ gasolina). O modelo anterior fazia na cidade 12,6 km/l com gasolina.
Já o 1.6 faz 8,6/ 12,8 km/l e 9,2/ 13,4 km/l (e/g) nos ciclos urbano e rodoviário, respectivamente.
A transmissão é sempre manual de cinco velocidades, sendo que na configuração 1.6 há como opcional o câmbio automatizado Easy’R, que agora vem acompanhado dos controles de estabilidade e de tração e do assistente de partida em rampas, ao custo adicional de R$ 3.350.
Por enquanto, os dispositivos de segurança são itens exclusivos da transmissão automatizada. De acordo com a Renault, o assistente em rampa resolve uma crítica recorrente do clientes sobre o recuo que o carro dava nas paradas em subidas. A marca estuda levar o módulo para outros modelos, como também oferecer o Easy’R associado ao motor 1.0.
A versão Authentique trazem de série ar-condicionado; direção eletrohidráulica e vidros dianteiros elétricos. A Expression inclui vidros dianteiros com função um-toque; som com CD/ MP3/Bluetooth; computador de bordo; retrovisor e maçanetas na cor da carroceria; e luz no porta-malas.
Série Vibe

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A Renault também retomou a série limitada Vibe, que virá com o motor 1.0 3-cilindros e um design diferenciado para atrair o público mais jovem.
Baseado na versão Expression, vem de fábrica com faróis de neblina; sensor de ré; retrovisores elétricos; lanternas brancas com máscaras negras; rodas de liga aro 15; alto-falantes com bordas em led; e elementos com acabamento em azul.
O pacote já inclui a central multimídia Media NAV 2.0, que é opcional no restante da linha.



