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Bar curitibano Sirène expande e terá cinco novas lojas até o fim de 2018

Bar curitibano Sirène deve dobrar faturamento em 2018 (Foto: Divulgação)
Bar curitibano Sirène deve dobrar faturamento em 2018 (Foto: Divulgação)

Carol Nery, especial para a Gazeta do Povo

Mais um bar curitibano, que caiu em pouquíssimo tempo nas graças do público apreciador da gastronomia de rua, por unir produto de qualidade, preço acessível, localização e ambiente descontraído, decidiu apostar no aquecido mercado de franquias e expandir Brasil afora. A exemplo de marcas consolidadas como Whatafuck e Mr. Hoppy, de hambúrgueres artesanais, e Choripan, que serve o típico sanduíche de pão com linguiça argentino, o gastrobar Sirène (Sereia, em francês), especializado em fish n’chips, planeja a abertura de cinco novas unidades franqueadas até o final do ano.

Dia 5 de julho, o bar das sereias abre em sistema de soft openning a primeira unidade da marca em São Paulo, na Avenida Paulista. A inauguração oficial acontece dia 21 de julho. Outra franqueada será no Centro Histórico de Florianópolis, capital de Santa Catarina, com previsão de abrir as portas durante o feriado de 7 de setembro. Ainda sem data definida, mas com processo bastante adiantado, estão as operações em Joinville (SC) e Maringá (PR).

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A quinta unidade franqueada prevista para o ano será inaugurada até dezembro, em Curitiba, dentro de uma minivila gastronômica, na Rua Alberto Bolliguer, no bairro Juvevê. Será a última loja de rua na capital paranaense, revela o sócio-proprietário do Sirène, Afonso Natal. O gastrobar tem três unidades na capital, que contemplam cada uma das opções do sistema de franquias. Na Rua Trajano Reis, no Centro, o modelo Express (de 16 m2 a 100 m2); na Avenida Vicente Machado, no Batel, o Standard (acima de 100 m2); e no Mercado Sal, no Portão, o Pocket (de 9 m2 a 15 m2).

“Curitiba ficou pequena para a marca, por isso a decisão por expandir como franquia. A quarta unidade da capital supre bem o modelo de rua. Com mais lojas estaríamos competindo com a gente mesmo”, diz. A entrada nos shoppings de Curitiba, porém, é um caminho à parte, com amplo horizonte, além de um termômetro. “Compramos uma unidade própria no Park Shopping Boulevard [em fase de construção], para testar o formato Pocket, ideal para as praças de alimentação, por ter o conceito to go, enquanto o Express e o Standard são experiências completas de entretenimento, com ambiente interno, mesas e cadeiras e música ambiente”, explica Natal.

Esta inauguração está prevista para setembro de 2019. Sendo validado no ambiente de shopping, adianta o empresário, o Sirène já tem diversos pretendentes para outros centros de compras pelo país. “Há muitos interessados no interior do Paraná, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Goiânia.” E a expansão vai além-mar, com proposta para o Porto, a segunda maior cidade de Portugal, que será avaliada in-loco, em outubro deste ano.

Sirène estima quase dobrar o faturamento em 2018

Puxado pelas vendas do carro-chefe do Sirène, que são as porções de iscas de peixe empanadas com batatas rústicas (acompanhados por seis tipos de molhos), o faturamento previsto para 2018 é de cerca de R$ 3 milhões. O volume é quase o dobro do registrado em 2017, que somou R$ 1.670 milhões, referentes às vendas totais de um ano inteiro da primeira unidade mais os dois primeiros meses de funcionamento da outras duas. “A meta é abrir mais dez lojas em 2019, mas ainda não avaliamos uma estimativa de crescimento para este período.”

Os sócios do Sirène: Alexandre Lopes, Raphael Umbelino, Afonso Neto e Lucas Muller. (Foto: Fernanda Santos)

O gastrobar comercializa cerca de uma tonelada de tilápia e mais uma tonelada de batatas todos os meses. Além dos cones de fish n´chips (a partir de R$ 12 nas lojas de rua e R$ 15 no Mercado Sal), o Sirène serve o Sandufish (pão crocante com filé de tilápia, rúcula, cebola roxa e molho tártaro (R$ 15 rua e R$ 18 Mercado Sal), e chopes artesanais (a partir de R$ 8) fabricados na região. A casa tem ainda um rótulo próprio, o Sirène Beach, uma IPA produzida em parceria com a paranaense Way Beer. A garrafa de 600 ml custa R$ 20 e o copo de chope sai por R$ 13. “Nossa prioridade são os fornecedores locais e será um conceito que seguiremos em todas as praças atendidas, valorizando os produtores de cada localidade.”

O Sirène fatura também com uma grife própria de camisetas, bonés e moletons, que representam 3% das vendas da rede. A marca tem ainda uma espécie de clube vip. Por R$ 50, pagos uma única vez, os frequentadores adquirem uma caneca de vidro exclusiva, com capacidade para 500 ml, que pode ficar nas unidades. “Os preços dos chopes equivalem a 400 ml. Com a caneca, o cliente ganha mais 100 ml a cada pedido da bebida.” Hoje, são mais de 200 canecas “adotadas” em cada uma das duas lojas de rua do Sirène. E quem adquire por R$ 5 o copo retornável exclusivo do Sirène (400 ml), desenvolvido em conjunto com a ONG Parceiros do Mar, com objetivo de diminuir a produção de lixo com a diminuição do consumo de copos plásticos descartáveis, garante a reversão de toda a renda da venda do copo para a organização.

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Valores da franquia

Pocket

Investimento inicial: R$ 130 mil.

Taxa de franquia: R$ 50 mil.

Implantação: a partir de R$ 80 mil.

Express

Investimento inicial: R$ 130 mil.

Taxa de franquia: R$ 50 mil.

Implantação: a partir de R$ 80 mil.

Standard

Investimento inicial: R$ 175 miil.

Taxa de franquia: R$ 50 mil.

Implantação: a partir de R$ 125 mil.

Outras informações

Faturamento médio mensal: R$ 90 mil.

Prazo de retorno: 12 a 24 meses.

Lucro líquido: 10% a 20% do faturamento.

Royalties: 5 salários mínimos/mês.

Taxa de marketing: isento.

Sistema de gestão: R$ 350/mês.

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