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Multishow estreia novo programa de humor com Caike Luna, ator e humorista curitibano

Depois do já consagrado “Vai que cola” e do divertido “Trair e coçar é só começar” com Cacau Protásio, o Multishow estreia mais um programa dedicado ao humor neste domingo (1º), às 23h. A nova atração, intitulada “Treme Treme”,  conta com a presença do ator curitibano Caike Luna, que também é diretor e dramaturgo. Para quem não lembra, ele interpretou durante um bom tempo o divertido Cleiton, o ajudante de Lady Kate (Katiuscia Canoro) no “Zorra Total”.

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Com esquetes humorísticas, “Treme Treme”  lembra um pouco a proposta do antigo “Balança, Mas Não Cai“, exibido pela Globo nos anos 70 e 80. O programa do Multishow mostrará o cotidiano de moradores na portaria de um prédio residencial e comercial em São Paulo. O porteiro Gilmar (Fernando Caruso), o zelador Belmiro (Gustavo Mendes) e a síndica (Márcia Cabrita) são os protagonistas da atração. Eles vão receber convidados como humoristas veteranos, que participarão em diferentes papéis.

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Caike como Gagoberto, o faxineiro do prédio que, devido ao fato de ser gago, tem dificuldades para se comunicar com seus superiores. (Foto: Guto Costa)

 

O Sintonizando conversou com exclusividade com Caike sobre o novo desafio:

Como surgiu o convite para participar do programa?

Foram abertos testes para o novo programa do Multishow. Fui indicado ao diretor Pedro Antônio Paes pela redatora final Larissa Câmara e pelo Fernando Caruso, meu amigo. Realizado pela Zola, mesma produtora do Vai Que Cola, no dia do meu teste estavam presentes alguns executivos do Multishow, que decidiram a partir de então me contratar como parte do elenco fixo do canal e também como roteirista.

Quais são os seus personagens no “Treme Treme”?

Faço quatro personagens no programa. Gagoberto, o faxineiro do prédio que, devido ao fato de ser gago, tem dificuldades para se comunicar com seus superiores. Baby Bobolete, uma “bichinha pão com ovo” que veio do interior para trabalhar em São Paulo como cabelereira, mas na realidade, trabalha lavando cabelos das clientes. Vive metida em confusão por ser mitômana inveterada. Margô, a terceira personagem, é uma mulher neurótica com mania de perseguição. Acha que o mundo está querendo matá-la. E também faço Belmira, a mãe mineira do zelador Belmiro, feito por Gustavo Mendes, que é o estereótipo de toda mãe super protetora.

Como o ajudante de Lady Kate (Katiushia Canoro) no “Zorra Total”. (Foto: Divulgação)

 

Como foi o seu caminho até chegar ao “Zorra Total”, na Globo?

Trabalhei doze anos com teatro em Curitiba. Em 1996 fiz um curso preparatório na Cena Hum, do meu amigo George Sada. Em 1997 entrei para a Faculdade de Artes do Paraná, onde cursei apenas o primeiro ano pois, por indicação da Regina Vogue, fiz um teste e passei para meu primeiro espetáculo profissional, sob direção de Lena Horn. Nunca mais parei de trabalhar, fazendo em média cinco espetáculos por ano com muitos diretores de Curitiba: Mauricio Vogue, João Luís Fiani, Edson Bueno, Cleide Piasecki, César Almeida, etc. Foram mais de cinquenta espetáculos. Depois no Rio tive o privilégio de trabalhar com Marcelo Saback, João Fonseca, Dennis Carvalho e Maurício Sherman. Toda minha formação profissional se deu influenciada pelos grandes profissionais que passaram por minha vida. Devo tudo a meus colegas e amigos de trabalho.

Você tem vontade de fazer novelas?

Tenho sim, mas mais tarde. No momento estou mais focado em escrever novelas do que fazê-las. Me inscrevi em um Master Class organizado pelo Aguinaldo Silva e estou esperando o resultado. Devo apresentar alguns projetos de humor ao Multishow também. Teatro, infelizmente, estou sem tempo de produzir, por isso trabalho se pintar convites. Fora isso, dependendo da repercussão do programa, penso em montar um show de humor e viajar pelo Brasil.

Qual a importância de os paranaenses estarem cada vez em evidência em produções nacionais?

Fomentar com que os paranaenses incentivem e apoiem seus artistas. Como bons “provincianos” que somos, só valorizamos nossos artistas quando o vemos na televisão. Com algumas raras exceções, a grande maioria dos artistas no Paraná, sobrevivem somente do amor que tem pela arte que exercem. Morei em Curitiba por quinze anos e sei da dificuldade de conseguir incentivo, patrocínio, mídia ou mesmo apoio para a qualificada arte que fazemos. Não somos nós que ganhamos com as produções nacionais, as produções nacionais é que ganham com a gente, porque somos bons.

Anote aí:

“Treme Treme” – Estreia

No Multishow, domingo (1º), às 23h

 

 

 

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