
A cidade de Monte do Carmo, no Tocantins, recebe um investimento de R$ 1,3 bilhão da mineradora Hochschild Mining para extração de ouro. O projeto promete criar 2 mil empregos e multiplicar a arrecadação local, resgatando uma tradição mineradora que remonta ao século XVIII.
Qual é o impacto econômico esperado para a cidade?
O investimento de US$ 250 milhões deve transformar a realidade de Monte do Carmo. Com a operação, a previsão é que o faturamento anual chegue a valores equivalentes ao investimento. Como o município tem direito a 65% dos royalties da mineração (a Cfem, uma espécie de compensação paga pelas empresas ao governo), a prefeitura espera um salto significativo na arrecadação para investir em infraestrutura e serviços públicos.
Como o projeto vai influenciar o mercado de trabalho local?
Atualmente, a cidade tem menos de mil trabalhadores com carteira assinada. A expectativa é que a nova mina gere cerca de 2 mil empregos, entre diretos e indiretos. Esse volume de vagas é crucial para uma região que hoje possui um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado baixo em comparação à média nacional, podendo elevar a renda média e a qualidade de vida dos moradores.
Quais são os principais desafios de infraestrutura apontados pela prefeitura?
O prefeito Rubens da Paixão destaca que o crescimento populacional exigirá a ampliação dos serviços de saúde e o reforço no policiamento estadual. Além disso, para suportar o tráfego de máquinas pesadas sem destruir as vias urbanas, a mineradora construirá um anel viário contornando a cidade. O sistema de abastecimento de água também precisará de melhorias para atender à nova demanda.
Existe algum risco ambiental ou histórico envolvido na mineração?
A empresa já obteve as licenças ambientais e autorizações de exploração florestal necessárias. O setor defende que o projeto siga premissas de sustentabilidade e responsabilidade. No entanto, a região enfrenta o problema do garimpo ilegal, que utiliza substâncias tóxicas como o mercúrio. Recentemente, autoridades desarticularam uma extração clandestina na área, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa.
Como está o cenário da exportação de ouro no Tocantins?
O estado vive um momento de recordes, impulsionado pela valorização do metal no mercado internacional. Em janeiro de 2026, o Tocantins exportou 222 quilos de ouro, gerando mais de R$ 150 milhões. Mesmo exportando uma quantidade ligeiramente menor que no ano anterior, o faturamento subiu devido ao preço do quilo, que saltou de US$ 92 mil para US$ 166 mil em um ano. Os principais compradores são o Canadá e a Suíça.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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