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Eventos climáticos

Defesa Civil Nacional orienta brasileiros a estocar água e alimentos para 72 horas

A Defesa Civil Nacional divulgou orientação as famílias brasileiras a manter em suas residências água potável e alimentos capazes de garantir autonomia básica por até 72 horas.
A Defesa Civil Nacional divulgou orientação as famílias brasileiras a manter em suas residências água potável e alimentos capazes de garantir autonomia básica por até 72 horas. (Foto: Divulgação/Governo de São Paulo)

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A Defesa Civil Nacional divulgou uma orientação para as famílias brasileiras manterem em suas residências reservas de água potável e alimentos não perecíveis capazes de garantir autonomia básica por até 72 horas (três dias).

O objetivo da medida é assegurar a subsistência mínima e a autossuficiência doméstica durante eventuais interrupções nos serviços de saneamento básico, energia elétrica e de comunicações decorrentes de desastres climáticos, como tempestades severas, inundações, vendavais ou deslizamentos de terra.

O órgão federal esclareceu que o comunicado tem caráter estritamente preventivo e não reflete nenhum risco de crise iminente ou desabastecimento generalizado no país.

De acordo com a Defesa Civil, a estratégia busca diminuir as necessidades básicas e as vulnerabilidades imediatas da população no intervalo crítico em que as equipes de resgate e de socorro públicas enfrentam dificuldades para acessar áreas isoladas por bloqueios em estradas ou alagamento de vias urbanas.

Composição do kit de emergência doméstica

A orientação técnica da Defesa Civil detalha os itens considerados essenciais para a composição da chamada reserva de emergência familiar.

Em relação ao consumo de água tratada, a recomendação padrão estabelece a guarda de ao menos dois litros diários por morador, totalizando um volume mínimo de seis litros por pessoa para o intervalo de três dias.

Quanto aos alimentos, a orientação é priorizar opções com validade estendida e que dispensem refrigeração ou preparação culinária complexa, a exemplo de enlatados, barras de cereais, frutas desidratadas e biscoitos.

Além dos gêneros de primeira necessidade, o manual prevê a montagem de um conjunto de apoio operacional, sanitário e de primeiros socorros.

O kit inclui itens de higiene pessoal, copos e talheres descartáveis, abridores manuais de latas e sacolas plásticas impermeáveis para proteção de materiais contra umidade.

Na área de saúde, o órgão reforça a necessidade de manter medicamentos de uso contínuo, receitas médicas atualizadas, antissépticos, óculos de grau sobressalentes e baterias de reposição para dispositivos médicos domésticos, a exemplo de monitores de glicemia.

Para enfrentar potenciais apagões de energia elétrica e cortes na cobertura de sinal de telefonia e redes móveis de internet, a Defesa Civil prescreve o uso de lanternas com pilhas estocadas separadamente, carregadores portáteis e receptores de rádio portáteis nas faixas AM/FM — canal tradicional de transmissão de orientações oficiais em situações de calamidade.

Além disso, as famílias devem manterm os documentos pessoais de identificação, registros imobiliários e quantias de dinheiro em moeda física protegidos em pastas vedadas, sem desconsiderar os objetos específicos voltados ao atendimento e de uso das crianças de colo, dos idosos e dos animais domésticos.

Alinhamento a práticas e protocolos internacionais

A diretriz formulada pela Defesa Civil acompanha modelos de resiliência e prontidão civil já implementados por governos estrangeiros expostos a adversidades geográficas ou meteorológicas.

No Reino Unido, por exemplo, o Cabinet Office — órgão de coordenação central do Executivo britânico — coordena a campanha oficial "Be Ready" ("Esteja Preparado"), incentivando domicílios a conservar provisões autônomas para 72 horas visando conter os impactos de nevascas, cheias e falhas em redes elétricas.

A Comissão Europeia igualmente estimula os Estados-membros a incorporar protocolos preventivos semelhantes contra potenciais rupturas operacionais em infraestruturas estratégicas causadas por incidentes climáticos severos ou ataques cibernéticos.

No Japão, onde a gestão de riscos abrange terremotos e tufões tropicais recorrentes, as autoridades recomendam um estoque de até sete dias, promovendo a metodologia conhecida como suprimento rotativo - rolling stock -, em que os mantimentos de reserva são gradualmente consumidos e repostos no cotidiano.

A adoção do procedimento no Brasil pretende criar uma cultura de autoproteção individual que reduza a sobrecarga de demandas emergenciais durante as primeiras horas após o registro de incidentes graves em municípios afetados por desastres naturais.

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